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Nelson de Souza Lima » Música
2 meses atrás

Empreender, inovar e a busca por soluções

Nos últimos anos o advento da tecnologia proporcionou o desenvolvimento em várias áreas. Com isso palavras novas foram inseridas no cotidiano. Tornou-se comum, mas não de domínio de todos, o uso de termos como startups, coworking, hackaton e hub de inovação.

Empreender, inovar e a busca por soluções
(Foto: Letícia Nunes Lima)

Para ficarmos nessa última explico que hub de inovação é a junção de várias empresas de base tecnológica e alto poder de crescimento, que tanto podem ser médias ou grandes e seus possíveis investidores. Trata-se portanto de um gerador de negócios.

A HORROR EXPO também trouxe inovações tecnológicas e era comum ver estandes com pessoas usando óculos de realidade virtual para atrair público e potenciais parceiros.

No estande da Esconderijo HUB o visitante (eu incluso) “passeava” pela experiência imersiva “Halls of Hells” da startup Aikon, com corredores de terror dentro de uma casa irreal usando óculos de realidade virtual e sentia o quanto estamos avançando nesse setor.

Rodrigo Arnaut, diretor da Esconderijo Criativo, e Bruno Pato, da VR Esportes Brasil duas das 5 startups dentro do Esconderijo HUB no evento trocaram ideia com a reportagem. Você confere abaixo.

RN – Fala pra nós o que é a Esconderijo Criativo?
Rodrigo Arnaut – É uma consultoria de inovação e estamos lançando na Horror Expo nossa primeira experiência como hub. O hub não é uma empresa formalizada, o Esconderijo Criativo é. Nosso objetivo é sermos um acelerador e transformador de ideias em negócios e como tenho muitos anos de experiência no mercado de mídia e percebi que há uma necessidade grande, principalmente dos jovens de 15 a 25 anos, em buscar oportunidades, que têm dificuldade em achar emprego e a cada seis meses as universidades injetam no mercado pessoas desempregadas, sem experiência. Então essas pessoas não têm muito futuro. O que quero é atuar nesse nicho. Pegar jovens de 15, 17, 21 anos e transformar suas ideias em negócios. Que eles sejam empreendedores. Quero fazer isso de uma forma virtual, on line e também presencial como um hub, um coworking. No fundo é tudo muito parecido, têm as diferenças conceituais, mas é como se fosse a feirinha de condomínio, que junta meia dúzia de condôminos, cada um vendendo um produto. Isso é um hub.

RN– Você é engenheiro da computação e diretor de inovação na Esconderijo Criativo e já desenvolveu vários aplicativos. Explica um pouco
Arnaut – Já desenvolvemos algumas soluções para o mercado e integramos soluções de terceiros e também representamos soluções de empresas startups. Por exemplo temos representação da Choicely, que é uma startup finlandesa de votação on line. Sou presidente da América Latina da Choicely. vendo uma licença de 500 dólares para uma rádio fazer uma votação on line com os ouvintes e eu ganho 50 dólares, 10%. Os represento em feiras e eventos. E vi que há necessidade de fazer pra outras empresas . No momento faço para oito empresas brasileiras e estrangeiras Também tenho um produto para vacina e coleta de sangue com realidade virtual que diminui a ansiedade e o medo de crianças e adolescentes na hora da vacina.

RN – Vocês desenvolveram esses aplicativos?
Arnaut – Sim, com a demanda de um cliente grande, desenvolvemos em 2016 o protótipo. Ai nosso concorrente colocou na frente, no ar, só que nosso produto é comercializado no mercado. Fomos por dois anos a única empresa a comercializar essa solução com receita recorrente, faturamos mais de 1,5 milhão de reais, com 120 clientes. Inclusive um laboratório numa aldeia indígena no Mato Grosso do Sul, chamado Clínica da Família. Tem índio tomando vacina com realidade virtual. Atualmente são cinco empresas no mercado que oferecem este produto. No mundo tem em torno de dez países que oferecem esta solução pra vacina, entre eles, Espanha e Nova Zelândia. Estamos em rodada de negociações com fundos de investimento para conseguir escalar o mercado. Nosso objetivo é chegar ao final de 2020 com 3 mil clínicas de vacina atendidas por nosso produto.

RN – É um trabalho incessante sempre em busca da inovação? Como é isso?
Arnaut – Exato. Esse projeto da vacina chamamos de Mundo 360 é a marca e XR Digital Health Care é o produto. É como se fosse uma spin off do Esconderijo Criativo. Dentro do Esconderijo eu faço as pesquisas.

RN – A realidade virtual vai muito além de jogos eletrônicos. Fala um pouco disso
Arnaut – Sim. Pode ser aplicada à arquitetura, saúde, engenharia, construção civil, educação. Hoje você pega um adolescente e dá uma aula em realidade virtual de geografia. O conteúdo de seis meses, dá pra passar em uma semana e o tipo de retenção será o mesmo. Porque ele tá imerso naquele universo.

RN – São Paulo é o estado mais rico da união e tem grandes avanços na realidade virtual. Você viaja pra outros países pra saber como é lá fora? Como nós estamos?
Arnaut – Em relação a produção de conteúdos estamos bem. Estamos pau a pau com Estados Unidos, Europa, Córeia do Sul, China, Japão, Espanha, Itália, França. No Brasil temos estúdios de norte a sul criando conteúdo. Em São Paulo tem o Estúdio Árvore que acabou de receber uma premiação em Veneza, com a experiência D-line, experiência interativa que teve reconhecimento internacional. A Montanha Russa Virtual da RILIX (exposta na Horror Expo) tá sendo exportada pra vários países como Dubai e Estados Unidos.

RN – E o apoio governamental. Como é?
Arnaut – Há cinco anos estamos numa batalha com todos os governos do estado de São Paulo, municipal e federal, para exigimos ter esse tipo de incentivo na economia criativa, porque só assim o Brasil será destaque . E todo governo tem a chance de fincar a bandeira e dizer que ajudou a realidade virtual, realidade aumentada, transmidia e games. Quem não tá conectado nisso não tem visão.

RN -Bruno, fala pra nós o que é a VR Esportes Brasil que apresentou games VR desde tiros em zumbis, medos, aventuras e de músicas?
Bruno Pato – É a empresa que agrega todos os profissionais que estão trabalhando com tecnologias novas. A minha empresa é a VR Sports Brasil e estamos segmentados no mercado de e-sports, esportes eletrônicos, mas focado no VR. No Brasil tinha uma falta disso. Uma base de jogadores começou a surgir com o lançamento dos novos aparelhos, novos óculos de realidade virtual o que fez com que o preço dos antigos caísse.

RN – Interessante. Pois a queda no custo dos aparelhos propicia o surgimento de novos jogadores.
Pato – Exatamente. Foi esse gancho que pegamos. Muitas pessoas se desfizeram dos seus aparelhos por um preço muito inferior do pago há dois anos . Então em quatro meses duplicamos o número de VR Gamers. Vimos que há uma indústria por trás disso. O E-sports movimenta muito dinheiro. Para mim todo E-sports será em VR. As pessoas vão migrar dos jogos 2D para entrar no jogo e sentir a sensação de ser o protagonista.

RN – Em que nível o Brasil está na produção de e-sports?
Pato – Está acontecendo um boom no Brasil. Os próprios desenvolvedores estão cientes disso. As empresas estão surgindo e crescendo porque esta havendo um grande consumo. Mais e mais pessoas estão jogando diariamente dentro das suas casas

RN – O garoto que antes queria ser jogador de futebol agora quer ser um e-sportista. Confere?
Pato – Sim. O interessante é que o VR não é uma tecnologia que você vai ver gente muito jovem jogando. São os gamers Hardcore, das antigas que jogam desde os anos 80 com Atari, Odissey, Nintendo. Esses caras estavam afastados por questões de vida adulta e agora eles podem usar no VR não só como entretenimento, mas também educação. Olha o Google Earth que dá pra visitar vários lugares do mundo. Aqueles que estavam afastados voltaram com muito mais força, porque agora você é o herói, você tá dentro do jogo.

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