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Nelson de Souza Lima » Música
3 semanas atrás

Emerson Leal lança novo disco

Emerson Leal lança novo disco
Emerson Leal, um dos mais incensados artistas da atual MPB está lançando novo disco (Reprodução)

Cantor, compositor, instrumentista e produtor. Esses são alguns atributos de Emerson Leal. O soteropolitano é um dos mais celebrados artistas da recente safra da MPB. A elegância de harmonias e melodias se unem à linguagem pop/moderna resultando em canções que ficam martelando na cabeça. Tendo no currículo trabalhos com Tom Zé, Luiz Tatit, entre outros, Emerson Leal tem recebido elogios rasgados, quer seja pelo virtuosismo no violão, quer seja pela beleza das composições, consideradas muito acima do que se ouve nas rádios atualmente. No recente “Ao vivo no Rio”, EP com apenas quatro canções o baiano dá outra mostra da qualidade de sua obra.
A seguir entrevista exclusiva do Regional News com o cantor e compositor.

Regional News – Fale um pouco da gravação de Ao Vivo No Rio. São apenas quatro canções. Esse número pequeno de músicas deve ter tornado ainda mais difícil de selecionar.

Emerson Leal – Essa gravação foi feita no show de lançamento do meu segundo álbum, “Cortejo”, no ano passado. Eu quis agora, com esse EP, apresentar canções que ainda não haviam sido gravadas, mas que eu já vinha tocando nos shows e o público sempre gostou muito, que são “Sugar baby” e “Um samba inacabado”. Depois quis incluir “Vai que dá certo” e “Na frente da tela”, já gravadas antes, mas que sempre têm uma resposta especial das plateias também. Então a seleção teve esse caminho.

RN – O EP é uma boa alternativa a um álbum cheio?

EL – Nesse caso eu até poderia ter lançado um álbum ao vivo; havia um número suficiente de canções para isso, já que o show foi inteiramente gravado. Mas a ideia principal nesse momento era apresentar e jogar luz sobre as músicas inéditas em disco, como falei. Então não havia razão de lançar um álbum cheio nessa ocasião. Agora, de um modo geral, eu tenho visto que sim, EPs podem ser boas alternativas. Tanto EPs quanto singles me parecem formatos compatíveis com a escuta de canções em tempos de playlists digitais.

RN – Você é um cara que tem um bom trânsito com artistas de distintas gerações da MPB, como Tom Zé e Ana Carolina. O que faz com que sua sonoridade tenha essa aceitação variada entre as gerações?

EL – Eu acho que o grande barato é a composição, a canção em si. Quando a canção bate forte, tem uma verdade, traz uma ideia relevante que é vestida de uma maneira musicalmente envolvente, ela alcança gente de qualquer idade, ou outros artistas de qualquer vertente musical. Quando eu era criança a minha maior diversão era ouvir música, mas não eram necessariamente as músicas “da época” as que eu mais gostava. Às vezes sim, às vezes não. Eu acho que busco essa atemporalidade ao compôr, mesmo sem me tocar disso.

RN – Você tem diversas influências. Suas canções trazem pitadas de bossa, blues, surf music resultando num pop bastante palatável. O que você gosta de ouvir quando não está compondo?

EL – Nesse momento tenho ouvido menos música do que gostaria, mas quando pego alguma coisa para ouvir, geralmente são trabalhos de artistas contemporâneos, ou alguns trabalhos novos de artistas de gerações anteriores. Mais música brasileira do que estrangeira.

RN – O que acha do atual momento da música popular brasileira?

EL – Acho que há uma diversidade imensa na música popular, maior do que em qualquer outro momento. A produção e o consumo digitais propiciaram isso, já que o artista hoje tem a liberdade de ter sua própria gravadora, seu próprio estúdio em casa, sua própria prateleira nas lojas digitais e seus próprios canais de divulgação, além dos tradicionais. Tudo isso pode proporcionar uma liberdade artística interessante.

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