Abastecimento
7 meses atrás

Em 6 anos, Cantareira não tinha nível tão baixo

Imprimindo esperança, já em outubro de 2021 chovia o suficiente para elevar os níveis no Sistema Cantareira. Afinal, foram 166 milímetros frente à uma média de 122,3 mm nos anos anteriores.

Em 6 anos, Cantareira não tinha nível tão baixo
Chuvas não conseguem ajudar Sistema Cantareira se recompor

Mesmo assim, os níveis são considerados críticos para o abastecimento da metrópole mais populosa do país, São Paulo.

Diferente foi o mês de dezembro quando choveu cerca 90 mm m², menos da metade da média histórica no mesmo período em outros anos.

Operando com o nível mais baixo dos últimos seis anos, o sistema Cantareira chegou a pouco mais de 25% da capacidade total de abastecimento.

Se somadas todas as represas que servem para o abastecimento em São Paulo, a capacidade não vai muito além de 38% do volume total necessário para o consumo humano.

Para se ter uma ideia mais realista da situação, o conhecido sistema Guarapiranga já está baixando para a metade do volume de água que comporta. Por lá, já está quase em 55% os níveis do reservatório.

Em termos comparativos, em 2015 o Sistema Cantareira assustou a população quando atingiu seu nível mais crítico, operando a -1,8%. Portanto, em escala negativa. Na ocasião foi necessário receber aporte de outras represas por meio de bombeamento.

Em 2016, os níveis da represa subiram significativamente. De lá para cá as chuvas não tem ajudado muito. Segundo a especialista em recursos hídricos, Marussia Whately, além da diminuição das chuvas e com sua concentração incerta, não se pode prever a quantidade de chuva, nem se será forte ou fraca.

Segundo a especialista, está chovendo bastante durante uns poucos dias, quando deveria chover menos, mas por um período maior de dias. Ou seja, precisamos ter chuvas mais constantes e não pancadas como as que temos recebido.

Na opinião da especialista, em entrevista dada em rede nacional, “(…) é necessário criar ações de políticas públicas para a construção de planos de emergência e contingência pensando não só nas represas, mas em medidas de melhor distribuição de água e ações para orientar a população de como lidar com a situação(…)”.

A Sabesp informou, em nota “(…) que medidas estão sendo adotadas para garantir a segurança hídrica e a preservação dos mananciais em momentos como este.

Entre essas ações estão: a integração do sistema com transferências de água rotineiras entre regiões, e, a ampliação da infraestrutura de gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede (…)”.

A nota ainda dizia que é importante a população evitar desperdícios.

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