Cotidiano
1 semana atrás

Criminosos usam aplicativos de comida para aplicar golpe

Essa semana, o Procon-SP emitiu um alerta a população quanto a existência de golpes que estão sendo aplicados por meio de entregadores de aplicativos de comida ifood e Rappi. Do início da pandemia até o mês de julho, foram registradas 125 denúncias, que juntas somam quase 600 mil reais debitados indevidamente dos consumidores.

Criminosos usam aplicativos de comida para aplicar golpe
(Foto: Reprodução/Pixabay)

É preciso redobrar a atenção nesse momento de pandemia, em que criminosos aproveitam a vulnerabilidade das pessoas. De olho na segurança dos consumidores, o Procon-SP orienta como evitar a situação.

Como funciona

Ao receber comida pelo app de delivery, o entregador dá ao consumidor uma máquina com o visor danificado – em que os dados não aparecem – lança um valor bem superior ao correto. Em outra situação, a pessoa recebe uma ligação do restaurante informando sobre a necessidade do pagamento de uma suposta taxa de entrega e pede os dados do cartão.

O consumidor só percebe depois que a transação já foi efetivada e os valores debitados.

Existem ainda outros tipos de golpe, é preciso ficar atento e desconfiar de algumas situações.

Como evitar

Não utilize máquinas danificadas e confira sempre e valor digitado no momento da cobrança. Observe se a senha está sendo digitada na tela certa, lembre-se que o campo de senha mostra apenas asteriscos, nunca os números digitados.

Não passe os seus dados por telefone ao restaurante ou ao app.

Responsabilidade das empresas

Em abril, quando teve conhecimento das denúncias, o Procon-SP notificou os apps de entrega iFood e Rappi questionando a situação e buscando uma solução para os consumidores que foram vítimas. Apesar de as empresas alegarem que os entregadores são profissionais independentes sem vínculo jurídico-trabalhista, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que o fornecedor tem responsabilidade solidária pelos atos de seus representantes autônomos.

Na ocasião, o secretário de defesa do consumidor, Fernando Capez, encaminhou ofício ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania – DPPC solicitando instauração de inquérito policial contra as empresas para averiguação de suas responsabilidades penais com relação a eventuais crimes praticados por alguns de seus entregadores.

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