Editorial
6 meses atrás

Coragem para seguir adiante

É difícil dizer que não sabíamos que chegaria a esse ponto. Pior ainda é saber que ninguém fez nada para evitar e a violência nos dias de hoje assusta e gera pânico em tudo e todos.

Coragem para seguir adiante
(Foto: Reprodução)

Embora alguns estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte apareçam com mais casos divulgados, a criminalidade se espalhou de forma capaz de tirar o sossego até daquele que tanto sonhou em se aposentar e comprar uma casa de campo.

Uma pena saber que a situação fugiu do controle e chegamos ao momento do salve-se quem puder. Não é isso que queremos para nós, muito menos para nossos filhos e netos.

A cada dia os boletins trazem mais e mais notícias trágicas. Nos tornamos reféns de bandidos e de um sistema falido que respira com a ajuda de aparelhos. É lamentável ver cenas como as que aconteceram na Linha Vermelha, no Rio, com pais com crianças de colo e idosos se deitando no asfalto, sob o carro, para tentar se proteger de tiros ou mesmo de balas perdidas.

Do outro lado, policiais que arriscam suas vidas, com metralhadoras a tira colo, fazendo o que podem para acalmar e proteger civis, famílias inteiras. Esses e tantos outros episódios, muitos anônimos, que causam traumas nunca mais esquecidos.

Ninguém está livre ou seguro. Que digam as mães de um colégio de São Paulo que foram surpreendidas por um bandido que sacou uma arma e partiu para cima de um grupo que estava em frente à escola após celebrarem o Dia das Mães com apresentações dos filhos.

Por sorte, fazia parte do grupo uma mulher, policial militar, que com todo preparo e calma possível, conseguiu impedir o ato que teria sido praticado ou uma tragédia maior, quanto, de forma valente e corajosa atirou no criminoso que logo teve de se render, mas acabou morrendo a caminho do hospital.

Foi nessa batuta que o ato de coragem e habilidade da PM conseguiu evitar o pior, graças à aplicação de tudo o que aprendeu e praticou na academia e, sobretudo em razão do instinto maternal e de defesa juntos.

Embora o ato tenha sido heroico, nunca é demais lembrar que se tratava de uma policial militar, portanto preparada para situação como essa, o que não serve de exemplo para ninguém mais além dos que estejam preparados.

No caso da policial Kátia, foi um ato pensado, tanto que afastou outros cidadãos que estavam por perto antes de tomar aquela atitude, digna de honras e condecorações.

É de se lamentar casos como esse e saber que, mesmo com heroínas como a cabo da PM Kátia da Silva Sastre, está cada vez mais difícil de se viver nesse País dominado pela corrupção e pela violência.

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