Editorial
1 mês atrás

Comparação elevada

A discussão é antiga e está sempre em debate. O valor do combustível no Brasil é um tema que traz contendas na mesa de bar, na loja de conveniência, entre amigos, familiares e ninguém nunca sabe ao certo como é definido o preço que se paga na bomba e como entender o que é praticado no País.

Comparação elevada
Foto - Reprodução/Pixabay

Com o valor nas alturas, está cada vez mais difícil encher o tanque do veículo e na tentativa de conter a revolta dos brasileiros o presidente Jair Bolsonaro decidiu se pronunciar e não intervir como os adversários têm pregado pelos quatro cantos do Brasil.

O que sempre gerou dúvida na população é o porquê nós pagamos mais caro pelo combustível na Nação Verde-amarela do que países vizinhos pagam em suas terras. É revoltante o preço praticado por aqui, mas não dá muito para comparar porque são os impostos que atrapalham a vida dos brasileiros. Se comparado aos EUA, com os impostos de lá, a gasolina seria vendida aqui por menos de dois reais.

Nessa história, ninguém é isento de culpa. Uma solução demanda esforços de todos os envolvidos e é aí que mora a dificuldade. Existem muitos segredos por trás da política de preço e demais atividades da Petrobras. Mas do outro lado estão os responsáveis pelos altos impostos praticados no Brasil.

Para ajudar os brasileiros, o presidente resolveu interferir e está contra a Nação quem fala que ele prejudicou a estatal. A história não é bem essa.

É uma situação de difícil solução porque sempre vai ter um lado que vai sofrer mais.

Se o governo tenta de alguma forma controlar o preço, normalmente isso causa prejuízo à empresa produtora de petróleo. E, se há um repasse integral dos preços, você atinge os setores consumidores do combustível.

Uma solução está ligada a reforma tributária que se faz urgente, mas até hoje não saiu. Estão na conta paga pelo consumidor os tributos federais, porém a maior parcela de tributo é o tal do ICMS que é estadual.

O combustível tem carga tributária elevadíssima. Então parte do problema, se o governo quisesse resolver, seria reduzir os impostos. Mas a maior parte dos impostos não é federal, é estadual. Então tem aí outra dificuldade, que é chegar a um consenso entre governos federal e estaduais visando estabelecer preço razoável.

Nessa briga de gigantes, quem sofre é o cidadão trabalhador e que não tem poder de decisão, senão na hora do voto.

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