Editorial
1 mês atrás

Coincidências da vingança

O vazamento de informações e conversas telefônicas voltou a dar o que falar no Brasil. Dessa vez, a publicação das reportagens pelo site The Intercept Brasil sobre conversas do ex-juiz Federal Sérgio Moro e os procuradores envolvidos na Força Tarefa da operação Lava Jato provocou reações que vão dos questionamentos sobre o que seria o interesse público na publicação de vazamentos de conversas.

Coincidências da vingança
(Foto: Reprodução)

O juiz, considerado herói responsável por colocar atrás das grades quem deixou o País no buraco que se encontra hoje, além de ter seu nome sugerido para presidência da República à época, agora passa a ser considerado como vilão.

Por se tratar de Brasil, podemos deixar de lado o espanto, mas também e necessário equilibrar as coisas e atentar para as tramas inteligentes dos aliados de Lula que nunca desistiram de fazer o que fosse preciso para livrá-lo de uma culpa que é só dele. Estrategicamente planejado por quem vazou as informações, o intuito é fazer todo mundo sair atirando contra aquele que comprovadamente mandou prender quem enriqueceu de forma ilícita é um pouco precipitado e, diria, até injusto, com a nítida intenção de desestabilizar o governo e também se vingar de todos quantos desmascararam o PT.

As gravações mostram que, de fato, houve uma conversa entre ele os procuradores da Lava Jato, mas utilizar isso como artifício para livrar o ex-presidente Lula e demais presos como Sergio Cabral, José Dirceu, Pallocci, mostra quem está por trás dessa trama, gera desconfiança, e das grandes.

A ênfase foi voltada para o lado errado, mas esqueceram das dezenas de processos em que Moro reagiu contra o Ministério Público.

Não devemos defender o errado. Esse não é o papel da imprensa. Contudo, basta juntar alguns pontos para tirar conclusões. Em maio de 2019, o hacker israelense Tal Prihar é preso em operação conjunta entre Polícia Federal e o FBI. Ele morava em Brasília na antiga casa do petista José Dirceu. Um mês depois, o site The Intercept Brasil do jornalista de esquerda Glenn Greenwald, amigo do presidiário Lula, “curiosamente” aparece com transcrições dos celulares de procuradores e juízes da maior operação de combate ao crime organizado que este país já viu. Apenas uma hora depois, os advogados de Lula falam em soltura de seu cliente com base em conversas interceptadas por um hacker.

Há de se considerar as coincidências, mas que são muitas, não há dúvidas.

Para tristeza dos que estão aplaudindo essa pirotecnia o único crime revelado em vazamento é o próprio vazamento, ou seja, detalhes que levaram todos à prisão. Aliás, decisão essa tomada após a análise de definição de três instancias da Justiça.

Portanto, o que se deve investigar é a invasão contra os celulares de procuradores e juízes uma vez que não foram criadas provas, nem obtidas de forma ilegal. O que é lamentável é ver um circo desses querendo desestabilizar e gerar desconforto àqueles que estão mudando a história de corrupção e enganos em favor de si próprios.

Aos brasileiros, a dica para considerar uma operação jamais vista na história desse país que desmascarou e colocou bandidos e tubarões na cadeia e colocar de lado a porção de gente que claramente defende seus chefes e que por consequência torcem contra o Brasil, a favor da manutenção dos absurdos e roubos de antes.

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