Editorial
1 semana atrás

Circo, pão e água

Circo, pão e água
(Reprodução)

Com todo respeito aos circenses que não merecem essa comparação e realmente realizam um espetáculo digno de aplausos, mas toda patifaria que envolveu a prisão do ex-presidente Lula, mais lembrou cenas que só podemos ver em circo, ou seja, uma verdadeira palhaçada para não dizer um show de horrores com todos envolvidos na operação.

Se sentindo ‘endeusado’, o petista e seus correligionários arrumaram uma multidão que fez plantão em frente do sindicato onde fez a vida quando metalúrgico e onde se refugiou para se fazer de vítima e dono da razão. Brincou com a Justiça do País e fez o que quis com a Polícia Federal que acabou virando refém de um bando de desocupados e fora-da-lei.

Em tese e apesar de algumas contradições, a Justiça ainda continua sendo igual para todos. O bom senso manda que determinação judicial não se discute, se cumpre. Porém, no caso de Lula o que se viu foi uma bandalheira nunca antes vista na história desse País e que jamais será esquecida. Uma verdadeira ameaça à democracia, uma violência sem tamanho.

Para completar, o ex-presidente com toda sua prepotência ainda usou o palanque para discursar e usou o nome da esposa morta mais uma vez, transferindo a ela e à missa que ocorreria em sua homenagem, a responsabilidade do descumprimento da ordem judicial.

O discurso, visivelmente pensado e intencionado por ele e sua cúpula, inflamou ainda mais os militantes que cercavam o prédio, atrapalhando o trabalho da PF.

A resistência de Lula que brincou de polícia e ladrão, além de dar um péssimo exemplo, manchou ainda mais a reputação do Brasil, já mal visto lá fora. Mas o que ele pretendia, deu certo. Afinal, chamou a atenção de todos mostrando um inconformismo com a Justiça que ele jamais imaginou que um dia se viraria contra ele.

Por outro lado, há quem diga que não passa de um golpe arquitetado para tirá-lo do páreo eleitoral. Cá para nós, a rapidez com que tudo correu até a prisão dele após ter o pedido de Habeas Corpus pelo STF foi em tempo nunca visto quando se trata da Justiça brasileira.

Mas o certo é que existiram provas e pelo visto não faltaram desculpas para negá-las apesar das evidências, Lula não conseguiu provar sua inocência, apesar de todas as tentativas da defesa, dos recursos e discursos. Assim como os demais, o ex-presidente tem de pagar pelo que fez. Logo ele que tinha de tudo para mudar a história desse País, mas que se deixou levar pelas facilidades que, infelizmente, a vida pública oferece.

Que outros envolvidos em escândalos políticos, qualquer que seja o partido, tenha o mesmo tratamento e pague, pelo menos com a mesma moeda, os envolvimentos com a corrupção e a desonestidade. A prisão de Lula será um divisor de águas nesse sentido.

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