Caieiras
3 semanas atrás

Cem dias de escândalos e processos

Todo governante quando completa 100 dias de governo tende a celebrar os feitos, mas em Caieiras, a situação está complicada para o prefeito Gilmar Soares Vicente, o ‘Lagoinha’, que se vê cercado de escândalos e processos desde que assumiu a prefeitura em janeiro deste ano.

Cem dias de escândalos e processos
Foto: Reprodução

Os mais recentes episódios negativos estão ligados à área da Saúde Pública. Em meio à pandemia imposta pelo coronavírus, em menos de uma semana, o município apareceu negativamente em vários telejornais por conta do serviço prestado no Hospital de Campanha de combate a Covid e o pronto-socorro, denunciado por cidadãos.

Na primeira matéria exibida pelo Jornal da Record, a reportagem mostrou que, além de enfrentar problemas com falta de funcionários e de medicamentos, os pacientes internados com Covid-19 no Centro de Combate ao Coronavírus relatam que foi servida comida estragada. Na segunda publicação, outro noticiário mostrou a demora na entrega do resultado do exame do coronavírus.

Embora tenha se negado a falar com a reportagem, o prefeito em vídeo divulgado nas redes sociais mostrou-se um pouco perdido nas ações mostrando ter boa vontade, o que não basta para administrar uma cidade. É preciso buscar conhecimento.

Mesmo a reportagem mostrando entrevistas e flagrantes, Lagoinha, no vídeo que gravou, negou estar ocorrendo na rede pública e saúde o que foi mostrado na matéria. Seus argumentos foram rebatidos por comentários de quem passou pelo mesmo problema no próprio vídeo por ele divulgado.

Outros problemas

Nesses cem dias abundam ainda contra o prefeito denúncias de irregularidades e até apuração de crime de responsabilidade cometidos por ele.

Desde os primeiros dias quando exonerou 182 servidores de maneira arbitrária e sem dinheiro para pagá-los até a recente rescisão tumultuada do contrato da ACENI para colocar no lugar a Fundação Juquery na administração do Pronto Socorro por compromisso político, o prefeito trata Caieiras como terra sem lei e desprezo pelo dinheiro do contribuinte, já que as ações na Justiça somam mais de 10 milhões de reais. Além disso, correm ações na Justiça com pedido de afastamento de secretários acusados de improbidade administrativa e pedido de cassação do prefeito.

A área da saúde é a mais escandalosa por falta de administração e seriedade com o trato do dinheiro público. Lagoinha paralisou as obras do novo pronto-socorro por pura implicância política, num momento de pandemia causada pela Covid e necessidade de estruturas hospitalares no município. Nesse caso, parece que o prefeito quer esconder que a empresa em nome do seu Secretário de Obras realizou serviço de terraplanagem ao custo de R$250.000,00, que, depois de embolsados, são jogados no lixo pela decisão de não continuar uma obra em término de construção.

Aliás, até o momento, Lagoinha é o parador de obras. Também por implicância e sem se importar para o interesse público, interditou a via perimetral de acesso a Franco da Rocha, onde agora o povo utiliza como pista de caminhada.

Até o Ecoparque teve a abertura restringida por falta de funcionários para cuidar e preservar a maior obra de lazer e paisagismo da cidade.

O favorecimento a amigos e parentes ficou também escancarado com as nomeações de Nilson Nunes da Silva para favorecer a sobrinha Tifani Isabeli de Abreu Vicente, da noiva Grazielle Cristina dos Santos Bertolini, de Guilherme Rigo, de Samuel Barbieri e outros. O traço mais comum para nomeação dos cargos de confiança do prefeito é a existência de procedimentos judiciais que apuram atos de improbidade administrativa.

Até o momento nada do que foi prometido na campanha eleitoral dá mostras de andamento, nem as ameaças de colocar o Boulevard no chão, de tirar a maternidade de Caieiras, de nomear técnicos para administrar a prefeitura foram levadas adiante, porque eram só bravatas politiqueiras e tinham como objetivo criar pânico na sociedade.

Nesse descompasso, aumentam as desconfianças de que o mandato do prefeito Lagoinha vai acabar em cassação por irresponsabilidade no trato da coisa pública.

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