Editorial
1 mês atrás

Carnaval, brincadeira desordenada

A folia que contagia ainda arrasta multidões para ruas e avenidas. Mas há de se lamentar que nada é mais como antes. Muito diferente de uma festa que reunia famílias inteiras, hoje o carnaval virou problema nos quatro cantos do País e anuncia relação muito mais forte com a violência do que com a alegria.

Carnaval, brincadeira desordenada
(Foto: Reprodução)

Aqueles que gostam da festa de Momo nunca estão satisfeitos com os festejos, e aqueles que detestam começam já a sofrer por antecipação nos primeiros dias de fevereiro.

É uma pena que tenha chegado a esse ponto. Mas a cada ano, são muitos registros de situações ruins relacionadas à festa mais popular do planeta. Nem mesmo as escolas entraram na avenida e já se tem registro de pessoas baleadas em um bloco de carnaval em São Paulo.

Um policial civil sofreu uma tentativa de assalto, reagiu e feriu ao menos quatro pessoas. É um sinal que o pior pode estar por vir.

Apesar da tradição apontar para um clima de diversão mesmo caracterizado pela inversão das normas aceitas pela sociedade, alguns comportamentos continuam sendo tolerados durante esta época. Contudo, para que ainda haja o espírito de brincadeiras, os valores morais precisam ser respeitados.

Talvez por isso, até mesmo os políticos começaram a enxergar que o carnaval passou a ser uma dor de cabeça ao invés da folia positiva. Tanto que alguns governadores e prefeitos deixaram de investir dinheiro nessa festa e destinam a área da saúde. A iniciativa é boa, desde que não fique apenas na promessa.

Voltando a falar da festa popular, não estamos aqui para desanimar e nem pedir que não curtam, mas que tenham cautela. Ninguém é contra a descontração, brincadeiras saudáveis, festejos alegres e a música festiva. O problema é que o País ainda passa por um bem vislumbrado “vácuo moral” onde os padrões do razoável infelizmente são trazidos para o menor patamar e, tudo aquilo que seria inadmissível em condições normais, agora é tolerado.

Sem falso moralismo, nem convicção extremista ou coisa do gênero, o fato é que em decorrência desse momento nacional muito se morre, muito se nasce, muito se bebe, se droga e se contamina. Dentro da razoabilidade serena do bom senso, a pergunta é “até onde vale a pena”? Bom carnaval a todos.

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