Cotidiano
Celina Peres » Cotidiano
2 semanas atrás

Black Friday vai bombar em 2019

No dia 29 de novembro deste ano ocorre em todo Brasil mais uma edição da Black Friday. A ação de vendas é muito aguardada pelos consumidores que chegam a reservar uma grana extra para aproveitar as ofertas.

Black Friday vai bombar em 2019
Foto: Agência Brasil

Os lojistas que começam a se preparar para lucrar, podem comemorar. Segundo revela pesquisa divulgada no início de outubro pelo Google, a intenção de compras dos internautas durante a Black Friday deste ano aumentou 58% com relação a 2018.

De acordo o levantamento, pelo menos 69% dos consumidores já sabem o que vão comprar e só estão esperando a oportunidade para isso. O gasto médio dos compradores deve ser de R$ 1.330. A pesquisa mostra ainda que 99% dos brasileiros já conhecem a data.

A pesquisa entrevistou em julho 1.500 consumidores online de todas as regiões do país. O objetivo da consulta é entender o comportamento do consumidor para auxiliar os parceiros do Google a terem melhor desempenho na Black Friday deste ano.

Para o gerente de Insights para Indústria do Varejo do Google Brasil, Diego Venturelli, 76% dos consumidores também passaram a enxergar que a Black Friday, a cada ano, se transforma em um evento de mais de um dia, incluindo os dias anteriores e posteriores.

Venturelli destacou que, por ser um evento de preço, esse é o atrativo do período, com 53% das pessoas dizendo que o valor das mercadorias é o principal atributo de compra.

Compra pela internet com toda mordomia
Compra pela internet com toda mordomia

Entretanto, ele disse que esse número vem caindo ao longo dos anos, porque o consumidor começa a entender que outros atributos, como confiança na loja, entrega, logística, experiência do consumido e inovação, ganham relevância no momento da compra.

Origem da Black Friday

Criada pelo comércio dos Estados Unidos, a Black Friday é uma megapromoção de vendas realizada na última sexta-feira de novembro, logo após o feriado norte-americano de Ação de Graças, para liquidar os estoques, com oferta de mercadorias cujos descontos chegam a até 70% do valor normal. Entram em campanha todas as categorias, como smartphones, notebooks, eletrodomésticos, TVs, roupas, calçados, livros e muito mais.

Existem muitas versões sobre a criação da Black Friday. Em meio a relatos e boatos, foi em 2005 que a campanha historicamente surgiu, após a polícia de Filadélfia “nomear” o dia em razão do famoso feriado de Thanksgiving (Ação de Graças), como um dos mais congestionados e tumultuados, de Black Friday, pois a partir desta data iniciava-se o período de compras de Natal e festas de final de ano.

Para evitar que a ação ganhasse um nome negativo, houve a tentativa de mudar o termo para Big Friday, mas a ideia não foi bem aceita pela maioria. Se apresenta entre a origem da ação uma teoria a qual utilizava a cor preta para indicar balanços positivos e a vermelha para os negativos, sendo que o “período vermelho” era de Janeiro a Novembro.

Por ter sido criado no País americano o nome é em inglês. Traduzida para o português, a Black Friday significa Sexta-Feira Negra.

Popularização no Brasil

Promoções e descontos levam consumidor às lojas (Foto: Agência Brasil)
Promoções e descontos levam consumidor às lojas (Foto: Agência Brasil)

A promoção também se popularizou no Brasil e desde 2010 deixa os consumidores na expectativa pela chegada da data. A campanha de venda foi organizada pela primeira vez por aqui pelo Busca Descontos, site que reúne cupons de descontos das principais lojas virtuais do País.

Na ocasião, o evento reuniu apenas ofertas de varejistas exclusivamente pela internet. Porém, em 2011, as lojas físicas passaram a fazer parte da ação e o Extra foi o primeiro comércio a estender as grandes ofertas para suas lojas e, desde então, a data ganhou força no varejo físico brasileiro também.

Hoje é um grande sucesso, mas a Black Friday demorou para emplacar no Brasil. Isso se deu em razão da resistência de varejistas brasileiros que tinham receio em oferecer promoções antes do Natal. Isso poderia prejudicar as vendas de uma das datas de maior movimento do comércio.

Antes da ‘sexta-feira negra’, tradicionalmente, os saldões de fim de ano ocorriam em janeiro, para limpar o estoque do que não foi comercializado no fim de ano.

A alteração de data tem função clara: descolar as vendas da Black Friday das vendas do varejo para o Natal. Como as datas atuais são muito próximas, é comum que os consumidores esperem e aproveitem as promoções da data do varejo norte-americano para as compras dos presentes de fim de ano.

Sucesso abriu caminhos

O sucesso da Black Friday foi tamanho no Brasil, que por abriu caminho para outras ações de vendas.

Dentre os mais comuns de se ouvir e ver em propagandas na TV e no rádio está a Cyber Monday, ou Segunda-Feira Cibernética, em português, quando lojas online fazem vários descontos. É uma estratégia para beneficiar o e-commerce, comércio eletrônico.

No caso da Black Friday, por ocorrer próximo as festas de fim de ano, ela é realizada para os comerciantes limparem o estoque e dar uma repaginada nas prateleiras e vitrines, no caso de lojas físicas, para dar início as vendas de outros produtos para o Natal, por exemplo.

Evite ser enganado

Comprovadamente vale muito a pena esperar e arriscar a compra nesta data, conforme já aponta a pesquisa informada no começo do texto. Porém, tudo demanda o que busca e como busca.

A data é marcada por muita propaganda e ofertas de lojas com anúncios de produtos a preços bastante atrativos. O volume de vendas é alto, pois os comerciantes têm o objetivo de vender todo o estoque para receber novas mercadorias para início das vendas natalinas, no período de Dezembro.

Aqueles que querem aproveitar os descontos que a data oferece precisam começar a pesquisar desde já os preços dos produtos que pretendem comprar no dia 29 de novembro.

O momento pode ser propício, mas exige atenção para não cair em nenhuma cilada, como vez ou outra ocorre em “megaliquidações” desse modelo. Entre as ocorrências mais comuns estão descontos não tão baixos como aparentam, a demora na entrega dos produtos e, até mesmo, a atuação de pessoas mal-intencionadas que usam a data para cometer crimes de internet, por meio de sites falsos ou do roubo de dados dos consumidores.

Para te ajudar com isso, separamos algumas dicas quem podem ajudar e evitar surpresas desagradáveis, além de chamar atenção para os exageros que podem comprometer o orçamento:

Para se proteger de abusos, a dica é sempre pesquisar com pelo menos duas semanas de antecedência os preços em cerca de três diferentes estabelecimentos.

Essa comparação de valores pode ser realizada com o auxílio de sites como Zoom, Buscapé e no próprio espaço de busca do Google.

Essas ferramentas são grandes aliadas nessa tarefa, pois oferecem um gráfico mostrando o histórico de preço ao longo dos últimos 40 dias ou seis meses, para evitar que o cliente compre o produto pela “metade do dobro”, comum de acontecer em campanhas de vendas com descontos.

Mesmo a proposta de Black Friday sendo disponibilizar produtos com ótimos descontos, é preciso ter bom senso e desconfiar de promoções surreais.

Então se ver um produto com o valor muito abaixo da média, siga as primeiras dicas e verifique a reputação da loja. É uma boa, também, certificar se o produto é original e se vem com nota fiscal e garantia.

Uma orientação do Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, é pesquisar além do preço. O consumidor deve se atentar as condições de venda e as especificações do produto.

Uma dica é guardar o folheto ou tirar uma foto da tela do computador ou celular com a demonstração do produto, valor, e também com informação do link, do nome da empresa, da data e hora em que foi feita a pesquisa. Só assim, poderá conferir se a oferta realmente foi cumprida.

Contenha-se e não extrapole o orçamento. Para isso, antes de tudo é importante se planejar para não complicar os ganhos mensais com a Black Friday. Logo depois da data, chegam as festas de fim de anos, férias e na sequência a hora de pagar vários impostos obrigatórios, a matrícula escolar, o plano de saúde, entre outros gastos.

Nesse caso, a recomendação é fazer uma lista dos produtos de que se precisa e se pretende comprar. Além disso, é sucinto tentar estabelecer um limite de gastos. Assim, é possível saber exatamente quanto da renda estará comprometida.

Reputação da loja

Outro cuidado a se ter, é quanto a reputação da loja, especialmente se a compra for feita pela internet. Portanto, nada de preguiça e saia pesquisando sobre a loja.

Não tem segredo, basta se certificar de que a empresa existe, verificar se possui endereço físico e canal de relacionamento com o consumidor. Também é imprescindível buscar o histórico de reclamações no Procon em seu município e no site do Ministério da Justiça, para verificar a reputação da loja.

Outra dica é consultar a lista do Procon-SP, com os sites que devem ser evitados. Além disso, ao acessar o endereço eletrônico, verifique se aparece um cadeado no canto esquerdo da barra de busca. Caso esteja visível, indica que a loja é segura.

O que comprar?

Já que é possível comprar qualquer tipo de mercadoria durante o dia de promoções, talvez seja uma boa oportunidade para adquirir desde aquele eletroeletrônico um pouco mais caro, até a esperada viagem de férias. Destaque para smartphones, notebooks, eletrodomésticos, TVs, roupas, calçados, livros e muito mais.

Se já está nos seus planos a compra desse tipo de produto, pode ser a hora de fazê-lo com um preço mais atrativo.

Lojas participantes

No Brasil, aproximadamente 100 comércios de renome costumam aderir a Black Friday. A lista completa de lojas participantes pode ser consultada no site.

Durante o Black Friday, os estabelecimentos abrem as portas mais cedo e os consumidores fazem fila a espera da abertura para conseguir os melhores descontos. Em alguns casos, compradores chegam um dia antes para aguardar o início da ação de vendas.

Como muita gente guarda esse dia para comprar, ainda não sendo a data não sendo um feriado instituído, alguns consumidores recebem este dia de folga para aproveitar as ofertas oferecidas.

Além dos Estados Unidos e Brasil, países como Portugal, Reino Unido, Austrália, Canadá e Paraguai também incluem esta data no calendário comercial.

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