Editorial
4 semanas atrás

Aula se recupera. A vida, não

Com a queda nos números envolvendo o contágio e mortes pelo coronavírus, muitos Estados flexibilizaram o funcionamento de algumas atividades comerciais e de lazer, mas a volta às aulas ainda é um assunto que não teve consenso político entre pais, alunos, professores, funcionários em geral e diretores.

Aula se recupera. A vida, não
(Foto: Reprodução/Pixabay)

Recentemente, os municípios ganharam autonomia para decidir sobre a volta ou não das aulas, mas o assunto ainda gera muito debate por várias razões.

Se de um lado temos a necessidade de pais que não tem com quem deixar o filho para irem trabalhar, de outro surgem os que acham arriscado demais mandar o filho para o colégio sem existir um remédio ou vacina capaz de combater a doença. A consciência é de cada um e a necessidade também.

Fato é que não dá para relaxar como temos visto em algumas regiões. O vírus ainda circula e continua devastador, em muitos casos, sem contar que os números estão altos, apesar de estáveis.

A realidade de quem estuda em escola pública para a particular é diferente e merece atenção. Até mesmo donos de escolas privadas que sofrem pressão dos pais e sindicatos patronais pela volta das aulas temem o que de ruim pode acontecer. Por outro lado, veem a arrecadação diminuir com a inadimplência e pedidos de descontos, correndo sérios riscos de ver o empreendimento afundar de vez.

Quanto aos que estudam em escolas públicas, sem muita voz ativa, devem seguir o que cada Estado e município decidirem e ainda arcar com a falta de estrutura para o estudo à distância.

O que não podemos deixar de lado é o fato de que, mesmo em meio a tanta dificuldade e bagunça, se implantou uma nova realidade na educação com as aulas online, que devem ser continuadas, oferecendo ao pai mais cauteloso e preocupado optar por não mandar a criança para escola tão cedo.

Diante às várias realidades e caos, não há como conceber os interesses políticos camuflados por trás de tanta dor e perdas. Estamos lidando com vidas que não podem ser recuperadas, diferente do ano letivo que com um pouquinho de esforço dá para reconquistar, já que professores se empenham sempre, com ou sem pandemia.

O que se sabe é que as crianças são assintomáticas, o que não quer dizer que não irão transmitir a doença para o pai, mãe, avó e demais parentes. Em São Paulo, um levantamento mostrou que mais de 60% dos alunos da rede pública contraíram a doença e isso é preocupante.

Cada qual com suas necessidades devem pensar, refletir e tomar decisões que sejam prudentes. Por cautela, seria melhor que as aulas fossem retomadas apenas em 2021 para que haja igual chance a todos.

Regional News

Com seriedade, respeito e compromisso com o leitor, o REGIONAL NEWS se propõe a preencher a lacuna existente no eixo LAPA – JUNDIAÍ, fechando parcerias e viabilizando o maior órgão de imprensa regional.

Buscar a verdade sempre, independente das forças e interesses contrários que a vida pública possa apresentar, sem jamais discriminar raça, credo, religião, posição sócio-econômica ou outras.

Vamos Bater um Papo?