Opinião
9 meses atrás

Acreditando no impossível

Aprovado por alguns, reprovado por outros, a permissão do uso de celulares por estudantes e professores para fins pedagógicos durante o horário de aula nas escolas da rede estadual de São Paulo divide opiniões.

Em meio a essa era tecnológica, a dependência dos aparelhos celulares é fatal e geral. Seja para o bem ou para o mal. Mas daí a permitir que os jovens, já bastante dispersos em sala, utilizem o aparelho como ferramenta de estudo é acreditar que de fato esses celulares serão utilizado para tal finalidade e que haverá controle sobre esse objetivo.

Com algumas exceções, é quase certo que essa medida não terá a meta alcançada. E as razões para não dar certo são muitas. A começar pelas salas de aulas lotadas com apenas um professor para dar conta de ensinar, explicar, tirar dúvida e agora fiscalizar quem está usando o celular da forma permitida.

Ao que consta na nova legislação, a intenção é dar autonomia ao professor, autonomia esta que o professor já não tem mais há tempos, haja vista os constantes afrontamentos e até agressões cometidas com os educadores, hoje desrespeitados e sem poder de comandos. Contudo, motivos não faltam para que os jovens resistam às regras e o que teria a finalidade de educar, provavelmente surtirá resultado contrário, caso o professor continue a ser desvalorizado e aviltado em suas premissas.

É ver para crer. Hoje, o que se assiste e se percebe é o entristecimento profissional que vai para a sala de aula cada vez mais desmotivado por várias razões, dentre elas, o baixo salário e o descaso para com um ofício que já foi de honra. Assim, a certeza que se tem é que dificilmente poder-se-á contar com empenho deles em mais essa atribuição.

Ao jovem de hoje em dia, que não deixa de ser beneficiado com essa legislação, que faça bom proveito, utilize a tecnologia como aliada e busque de uma vez por todas entender que o futuro da nação está em suas mãos.

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