Editorial
1 mês atrás

Ações juntas e conjuntas

Entra ano, sai ano e a história é sempre a mesma. Na verdade, o fato é o mesmo. O que muda é a intensidade e gravidade dos acontecimentos. Estamos falando das enchentes, comuns de serem registradas nesse período, nesses janeiros temerosos. São temporais que chegam causando estragos, mortes e prejuízos.

Ações juntas e conjuntas
(Foto: Reprodução)

Essa situação que pode ser vista nos quatros cantos do Brasil tem vários culpados e neles se enquadram poder público e a população. De um lado temos como responsáveis os governantes que deveriam investir, mas sempre preferem esperar ao invés de remediar e de outro, o povo cada vez mais com ações inconsequentes e anti-cidadã que resultam no que vemos diariamente com os acúmulos de lixo entupindo as saídas possíveis das grandes águas ao cair da chuva de verão.

É praxe apontar culpados depois que a tragédia acontece. No entanto, é preciso ter consciência das ações que promovem tantas perdas e prejuízos. Ao povo cabe cobrar o prefeito, o governador, o presidente, se for o caso, principalmente quando se observa falta de investimentos e ações de prevenção assistindo tudo de brações cruzados, esboçando surpresa com as calamidades anunciadas. Mas nada adianta quando não cumprimos nossa parte.
Exemplos de ações irresponsáveis temos aos montes. É motorista lançando lata de refrigerantes e demais objetos de dentro dos veículos, pessoas que descartam lixo nos córregos e, mais recentemente, cresceu o número de móveis velhos sendo descartados irregularmente em áreas públicas e rios.

Se o poder público tem obrigações, nós também temos as nossas. Afinal, o principal prejudicado acaba sendo nós mesmos.

Aos governantes, fica o puxão de orelhas para não esperar acontecer, como sempre ocorre. Obras nesse sentido devem ocorrer frequentemente e de prevenção sempre que possível. Em cidades com registros de problemas, devem ser obrigatórias as medidas para evitar o problema. Também é verdade que muitas vezes a chuva é torrencial e acima do esperado, mas a prevenção tem de fazer parte do plano de governo.

O que não dá para aceitar são cenas lamentáveis como a que vemos todos os anos e achar que é normal. Não adianta caçar culpados.

Já que se sabe como é e que a situação tem sido cada vez pior, é preciso arregaçar as mangas para resolver, de verdade em uma ação conjunta das administrações públicas e da população.

A natureza é sábia e justa. O ser humano não é páreo a ela. Já que o ser humano bagunçou tudo, quem sabe se cada um fizer um pouco ainda seja possível evitar o pior.

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