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Celina Peres » Tecnologia
3 meses atrás

Abra sua loja virtual com os R$ 500 do FGTS

Muitas pessoas que terão direito ao saque de R$ 500 por conta ativa ou inativa do FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, estão fazendo planos sobre como investir essa grana extra, que embora pareça pouco, pode ajudar, por exemplo, quem pretende abrir um negócio. E saiba que isso é possível.

Abra sua loja virtual com os R$ 500 do FGTS

De acordo com o governo, os saques do FGTS começam a ser liberado em 13 de setembro para quem é correntista da Caixa. A previsão é injetar R$ 42 bilhões na economia até 2020.

O valor parece baixo, mas o economista Roberto Piscitelli destaca que foi importante limitar e não liberar quantias mais altas, pois isso poderia afetar a sustentabilidade do FGTS, utilizado para financiar obras nos setores de moradia, saneamento e infraestrutura.

Essa verba extra pode ser uma ótima oportunidade para os brasileiros que estão desempregados ou que buscam uma forma de completar renda por meio do empreendedorismo digital.

Negócio na internet

De acordo com levantamento inédito da Loja integrada e da XTECH Commerce – plataformas para criação de lojas virtuais – em 2018, 31% dos brasileiros abriram um negócio na internet com investimento inicial de R$ 100 a R$ 500. Portanto, sim, é possível empreender no Brasil com cerca de R$ 500. A pesquisa, foi realizada entre abril e maio deste ano e entrevistou mais de 700 lojistas virtuais.

Ainda segundo dados do estudo, 44% desses empreendedores não possuem funcionários, ou melhor dizendo: tocam a loja sozinhos, e 57% trabalham de casa. Entre os segmentos mais quentes destaque para Moda e Acessórios (20%), Cosméticos e Perfumaria (9%) e Casa e Decoração (8%).

“Com ajuda da tecnologia e dos avanços do e-commerce nacional, hoje, já é possível abrir uma loja virtual de forma prática e intuitiva, sem altos investimentos. O empreendedor pode começar, por exemplo, com uma plataforma gratuita que hospeda até 50 produtos, ter um estoque pequeno em casa e trabalhar com produtos de nicho ou de sazonais, como o Natal”, explica Alfredo Soares, especialista em comércio eletrônico e diretor das plataformas Loja Integrada e XTECH Commerce.

5 dicas e vantagens de abrir uma loja virtual

Em meio as dicas do especialista, listamos cinco fundamentais para você dar início ao seu próprio negócios com o saque dos R$ 500 do FGTS. Confira:

1- Estude e busque aperfeiçoamento
Já existe no mercado muitos livros técnicos, cursos presenciais e online sobre como estruturar um comércio eletrônico. Sebrae, instituições com foco em negócios digitais e até plataformas de comércio eletrônico oferecem bons cursos. O Bora Vender, por exemplo, é um movimento que incentiva o empreendedorismo digital no Brasil.

O ecossistema reúne em uma plataforma digital conteúdos práticos, cases de sucesso, materiais intuitivos e motivacionais para pessoas que sonham em abrir um e-commerce e também para os que já atuam no ramo e querem crescer o seu negócio online. Entre as iniciativas está a Escola Bora Vender (www.escolaboravender.com.br), que oferece educação de qualidade voltada para o e-commerce, de forma objetiva, didática e gratuita.

2- Aposte no home-office
Empreender online é mais barato do que abrir um negócio físico. Por isso, a primeira dica é escolher um cantinho na sua própria casa para começar a sua empresa. Ao montar a sua loja virtual, toda a operação pode ser feita pela internet e pelo computador, não necessitando de um ponto físico ou de aluguel de um escritório, por exemplo.

3- Não é preciso ter uma equipe para começar
Diferentemente de negócios mais robustos, ao abrir um Ecommerce – todo tipo de venda que se dá totalmente via internet – você não precisa, necessariamente, contar com uma equipe. É possível dar conta do recado sozinho “por um tempo”. A dica é organizar uma rotina e levar a sério a sua empresa, com horários para responder os seus consumidores, separar pedidos e enviar produtos.

4- É possível começar com baixo investimento em estoque
Ao abrir uma loja física, todos os produtos oferecidos precisarão estar disponíveis na prateleira. Isso não acontece no comércio eletrônico. É possível começar a vender na internet com uma quantidade limitada no estoque – estoque em casa, além disso é possível vender seus produtos sob demanda.

5- Tenha um bom plano e capriche no atendimento
Por fim, para que o negócio decole é preciso atitude. Criar um plano de ação é fundamental. Aproveite datas comemorativas, como o Dia dos Pais, para fidelizar clientes e aposte nas redes sociais para ganhar visibilidade. Além disso, capriche no bom atendimento – isso fará com que os clientes comprem e divulguem a sua loja.

Ecommerce: mercado em expansão

Com cada vez mais brasileiros querendo ter seu negócio, uma ótima opção é a venda pela internet. De acordo com um estudo publicado pela eMarketer, o setor de comércio eletrônico experimentará um crescimento de dois dígitos até 2020, quando as vendas deverão exceder US$ 4 trilhões.

Alcançar essas cifras em meio a crise econômica que ainda ronda o país é para poucos e poucas indústrias podem se orgulhar de um futuro tão brilhante. Mas a conversa é diferente no ramo do Ecommerce fazendo com que a expectativa para esse modelo de negócios seja ainda mais emocionante. O crescimento do comércio eletrônico global é gigante e nem é preciso esperar o futuro para isso, uma vez que em 2017, já atingia cerca de US$ 2,3 trilhões.

De acordo com uma projeção realizada pela ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o setor de Ecommerce brasileiro deve obter um faturamento extraordinário. A entidade explica que existe uma razão para os empreendedores faturarem ainda mais em 2019, levando em conta o aquecimento do mercado com as datas sazonais e de grande importância para o varejo.

Categorias do Ecommerce

Tradicionalmente, há três tipos de categorias de Ecommerce no Brasil:

B2C – Business to Consumer)

B2B – Business to Business)

C2C – Consumer to Consumer)

A seguir vamos mostrar o que significa cada um deles:
B2C – Business to Consumer)
Esse é o Ecommerce mais popular dos três modelos. É o varejo tradicional. Nele, fabricantes, revendedores ou varejistas criam suas lojas virtuais para vender para consumidores finais.

B2B – Business to Business)
Não tão massificado ainda no Brasil, são lojas virtuais criadas por fabricantes ou distribuidores. Tem o objetivo de vender exclusivamente para empresas.

É utilizado, em geral, por revendedores menores que vendem o produto para o consumidor final no varejo. Basicamente, esse é o Ecommerce de atacado.

C2C – Consumer to Consumer)
Aqui, são enquadrados sites em que qualquer pessoa pode cadastrar um produto e vender para outra pessoa. São os chamados marketplaces. O exemplo mais comum é o Mercado Livre, mas também podemos enquadrar sites como Elo7, Enjoei, OLX e Bom Negócio.

Pronto para abrir a sua loja virtual?

Existem regra e mais regras para abrir uma loja virtual. Mas é importante salientar que se você tem ou pretender abrir a sua loja virtual, vale mais ter em mente que essas funcionalidades precisam ser escolhidas de forma a otimizar a vida do seu cliente.

Antes de mais nada, estude o seu produto, o seu público e mercado, assim, você terá menos chances de errar. Nem tudo o que serve para uma loja virtual, se aplica à outra. A personalização é fundamental para que seu Ecommerce seja único.

Por fim, a segurança no processo de compras deve ser priorizada, gerando confiança para os consumidores, independentemente do segmento escolhido. Para isso, transparência das informações é essencial e palavra de ordem nesse quesito.

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