Editorial
2 meses atrás

A cor é o que menos importa

Ainda repercute em todo Brasil o caso do homem que foi morto por seguranças de um supermercado no Rio Grande do Sul, após um desentendimento entre ele e funcionários do estabelecimento.

A cor é o que menos importa
Reprodução/Pixabay

Teve quem saiu às ruas, fez baderna, gritou, esperneou, vandalizou culpou quem não tinha culpa, entre tantas outras ações cobrando justiça para um crime que está enraizado entre os brasileiros, mas que nem sempre acontece de fato.
É complicado no século atual ter de falar sobre racismo, mas vale lembrar que não existe cor quando o que prevalece é a ignorância e a intolerância do ser humano.

Vemos assim mais esse caso. Tvs, rádios, sites e pessoas nas redes sociais saíram pedindo justiça para pessoa negra que perdeu a vida, mas nesse episódio, especificamente, sendo branco, azul, amarelo, pardo ou negro, infelizmente esse seria o final, já que a ignorância e a intolerância falaram mais alto.

Por essas e outras que realmente o brasileiro, mesmo que em minoria, não sabe lidar com determinadas situações e, por essa razão, somos classificados como um pais de terceiro mundo.

É certo que tanto a Justiça, como a política nesse país, estão caíram em descredito. Contudo eles ainda existem e, no caso da Justiça, permanece sendo soberana e é ela quem define punições e o que será feito com os agressores.

Manifestar é válido e democrático e não é o que se questiona. Entretanto, sair por aí destruindo as coisas, além de ser vandalismo é inadmissível. Fazer Justiça com as próprias mãos nunca foi e nem será a solução. Depredar e prejudicar quem não tem nada a ver com isso é ainda mais grave e intolerável.

A ignorância não pode alcançar a destruição voluntária de prateleiras dos supermercados ou de estabelecimentos da rede que não pode, nem deve ser penalizada pela ação isolada deste ou daquele. Afinal, a empresa responde solidariamente pelos funcionários, mas não por atos impensados praticados por um ou outro. O que cabia fazer contra os agressores foi feito. O resto é com a polícia e a Justiça.

Com base numa onda que muitos sequer sabem a respeito do fato em si, de sua origem ou motivos, vândalos que se camuflam de manifestantes pacíficos, e destroem uma filial do estabelecimento que nada tinha a ver com o caso. E assim também nada justifica tirar a vida de outra pessoa, seja branca, parda ou negra, pela razão que for.

O ser humano pouco evoluiu e essa situação que chegou à imprensa é mais uma prova disso. Imaginem então se todos ou outros casos semelhantes chegassem à tona, o quão mais vergonhoso seria.

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