Um minuto, por favor. É impressão equivocada ou parece ter havido uma pré-estréia de um filme, um “thriller”, como diria meu avô, bem poderia ser de horror, com o mesmo nome de uma operação policial ainda em curso, ensejadora de um determinado processo, também ainda em trâmite por uma das varas da justiça federal dessa Terra de Santa Cruz, onde dois dos grandes protagonistas, esperança de uma população que se ente espoliada de seu próprio sustento há décadas, se apresentam como tietes de sua própria fama, ocupando lugares nas primeiras fileiras de tão disputado cinematógrafo.

Gente, tem algo perdido nesse País, impossível de identificar pelo atento observador. O direito, as ciências jurídicas e sociais, são pautados por princípios, a própria justiça se pauta por princípios, por essência universal, muito mais profunda do que qualquer documento legislativo já escrito pelo homem. Um “espírito” que a ele próprio transcende, e, a bem de uma verdade ainda incompreendida, antes dele mesmo se revela. Mas o fato é que o administrador, o agente público, não pode sucumbir à vaidades institucionais e muito menos pessoais, às quais deveriam ter renunciado assim que se viram aprovados em seus concorridíssimos concursos e nomeados para seus cargos.

A palavra JUSTIÇA, de um determinado momento incógnito, assumiu uma retumbância, um esplendor impoluto indescritível. Talvez tenha sido a partir do momento em que se decidiu passar esse País a limpo. O problema é que essa uma tarefa que não se pode fazer empreender pela metade.