Veículos pesados, comuns e de transporte dividem espaço das faixas de rolagem que não comportam o fluxo (Regional News)

Veículos pesados, comuns e de transporte dividem espaço das faixas de rolagem que não comportam o fluxo (Regional News)

Veículos pesados, comuns e de transporte dividem espaço das faixas de rolagem que não comportam o fluxo (Regional News)

Veículos pesados, comuns e de transporte dividem espaço das faixas de rolagem que não comportam o fluxo (Regional News)

Sem nenhuma intervenção ou melhoria em anos de reclamos constantes, trafegar pela Rodovia Tancredo de Almeida Neves, SP-332, no trecho dentro da cidade de Caieiras está cada vez mais complicado para os motoristas. A situação que só piora, traz consequências ruins não somente aos caieirenses, como aos usuários da estrada, aos comerciantes, moradores, pedestres e população de forma generalizada. Estão todos de mãos atadas frente à inércia do Governo do Estado de São Paulo diante de um problema crescente e de sua competência.

São mais de 15 anos que o jornal Regional News traz publicações nesse sentido com apelos e reclamações divulgadas e vindas de quem utiliza a rodovia diariamente ou de circunstâncias trágicas que podem ter sido causa da falta de atualização e obras de acompanhamento compatível ao crescimento populacional e de veículos regional, tampouco uma análise por parte do DER, Departamento de Estradas e Rodagem, após a construção do viaduto que aumentou consideravelmente o tráfego de automóveis e veículos de carga nesse trecho.

Não tem mais dia e nem hora para que o trânsito fique travado, principalmente na região entre o Serpa e o Jardim Vera Tereza, onde a situação é a mais grave. A chegada de lojas de fast food que se instalaram às margens da rodovia complica ainda mais a fluidez da circulação de veículos e a possível instalação de um centro comercial nas proximidades do trevo de Franco da Rocha devem agravar ainda mais o tráfego já estrangulado.

O jornal Regional News semanalmente recebe reclamos sobre a SP-332, administrada pelo DER, Departamento de Estradas de Rodagem. A insatisfação é tamanha e também pode ser vista nas redes sociais quase que diariamente com cidadãos postando fotos do trânsito e de acidentes.

Em época de férias escolares o trânsito parece normal nas tardes caieirenses. A situação se complica no horário de pico e piora em período de aulas (Regional News)

Em época de férias escolares o trânsito parece normal nas tardes caieirenses. A situação se complica no horário de pico e piora em período de aulas (Regional News)

A cobrança é forte, mas pouco se vê por parte das autoridades. À prefeitura de Caieiras cabe a cobrança junto ao Estado. Em informações passadas ao jornal Regional News, a municipalidade explicou que tem cobrado constantemente o DER acerca de ações para amenizar os problemas de congestionamentos e acidentes na SP-332.

Dentre as ações, a prefeitura tem cobrado o Governo do Estado pedindo um acesso à Rodovia Anhanguera, e ao DER solicitado a regulamentação de tráfego de veículos em alguns pontos de acostamento. Como exemplo, criação de faixa de rolamento exclusiva para o município de Franco da Rocha na região do bairro do Serpa.

De acordo com o governo municipal, as cobranças são constantes, mas até a presente data nada de concreto foi passado pelo Estado.

Em meio as respostas dadas ao jornal, a prefeitura também informou que em pesquisa realizada no ano de 2015 foi constatado um fluxo/dia de 23.120 veículos sentido norte e 25.984 sentido sul na rodovia Anhanguera, contra 27.967 veículos/dia, na Rodovia SP-332. “É importante frisar que a prefeitura, embora tenha cobrado e colabora muitas vezes até em atendimentos de acidentes e outros casos, trate-se de área sob circunscrição estadual de responsabilidade do DER”, frisou em nota.

DER
O DER foi procurado pela reportagem e sem sinalizar para uma medida que pelo menos minimize a questão, informou que mantém diálogo com a prefeitura de Caieiras para viabilizar melhorias neste segmento da Rodovia Tancredo de Almeida Neves. Porém, a proposta inicial da municipalidade de transformar o acostamento em pista de rolamento demandaria maiores estudos técnicos, pois a área lindeira é bastante urbanizada e teria que adequar a estrutura do pavimento dos acostamentos para o tráfego atual. Além disso, seria necessária a implantação de baias para parada de ônibus, calçadas para pedestres, além de alargamento da plataforma.

Explicou ainda que para garantir a segurança dos usuários da rodovia, equipes do DER realizam serviços de conservação de rotina, como poda, limpeza de galerias e roçada. A rodovia ainda recebe ações de manutenção como tapa-buraco em períodos quinzenais.

Problemas
Dentre os problemas a serem analisados e resolvidos a ‘toque de caixa’ estão os afunilamentos repentinos ocorrentes logo após o viaduto que vêm do bairro Jardim Esperança e se encontram com o fluxo da rodovia que vem do antigo MAC, atual PEC, Parque Ecológico Municipal, 200 metros adiante, a entrada para a lanchonete e outros pontos de alimentação instalados em área do posto de combustível, acentua o congestionamento gigantesco e irreparável porque transforma o fluxo em apenas uma faixa de rolagem.

O que se observa é que são vários os pontos, pelo menos cinco, a serem corrigidos no trecho entre o viaduto do Jardim Esperança e Jardim dos Eucaliptos e que demandam atenção urgente do Governo do Estado.

Opção
A instalação de sinaleiros semafóricos nesses pontos cruciais talvez ajudasse na organização do tráfego, assim como desviar os veículos com destino ao município de Franco da Rocha por meio de uma via de acesso que existe entre Caieiras e Franco da Rocha pertencente ao Governo do Estado e que é usada de forma exclusiva por servidores do Batalhão de Polícia Militar e Complexo do Hospital Psiquiátrico Juquery, talvez uma opção para ampliar as possibilidades de solução.