Nelson de Souza Lima

Mineiro de Belo Horizonte, Reginaldo Costa, o Naldão, é um dos maiores nomes do contrabaixo em nosso País. Completando 20 anos de carreira profissional em 2017, o cara é incansável, pois acumula inúmeras funções como compositor, cantor, arranjador, professor, produtor fonográfico e musical. Não bastasse tudo isso, Naldão vai além do contrabaixo tocando também, violão, guitarra, ukulele, bateria e teclado. “É de extrema importância para quem desenvolve trabalhos de produção musical ter uma boa noção desses instrumentos, pois além de saber do papel de cada um na música, você também tem ideia do trabalho a ser executado. A gente toma as rédeas, toca e grava, pois temos a maturidade que gravação é algo sério, que exige muita concentração e experiência”, diz.

Embora seja multi-instrumentista, o mineiro não esconde sua paixão pelo baixo. “Amo muito esse instrumento. É minha ferramenta principal de trabalho e por meio dele Deus me permitiu crescer, evoluir e chegar a lugares muito altos. Conhecer e conviver com pessoas que estavam lá longe: músicos, cantores, produtores e muito mais. Tudo foi uma questão de tempo. O trabalho duro e perseverança formam uma boa receita: preparo aomado à oportunidade, igual a sucesso”, entrega.

Para quem quer seguir os caminhos da música, Naldão alega que “ser um bom instrumentista requer muito mais que tocar bem. Isso na verdade é o mínimo que você tem de fazer. Tocar bem, ter boa técnica, saber servir, conduzir uma linha respeitando a característica de cada trabalho e ter linguagem de estilo para assim poder transitar por vários gêneros com propriedade”. Saber respeitar a música e principalmente o colega, improvisar e dar o recado quando existir uma “deixa”. Saber tocar para o time e não para você, saber ouvir e escutar os outros são, sem dúvida, características de um bom instrumentista, mas não acaba aí, tem muito mais”. Naldão lançou dois CDs solo Meu Bem e Assino Embaixo. Um grande representante dos graves do Brasil.