Mariana. Minas Gerais. Apenas para ficar bem certos sobre o que conversamos, vamos lembrar: Novembro de 2.015, a barragem de rejeitos do processo de mineração da companhia mineradora SAMARCO se rompeu, extravasando lama tóxica até o litoral do estado do Espírito Santo, num dos maiores acidentes ambientais já registrados no país, e dadas suas peculiaridades legislativas e de prevenção, provavelmente no mundo. Lembro-me desta e daquela instituição aos brados na televisão, gritando por justiça, por sangue e enxofre, haveriam ranger de dentes e lágrimas! Qual nada! Hoje, Setembro de 2.017, os sobreviventes ainda mendigando uma resposta do estado em face de sua infelicidade já predita. Isso mata mais do que o próprio acidente.

O infortúnio passível de prevenção. Será o caso? Novamente … o tempo é senhor da verdade. E as instituições arvoradas em paladinas da justiça e defensoras dos fracos e oprimidos? Ouviram a expressão “silêncio eloquente”? Talvez esteja errado em minha interpretação. Talvez o termo responsabilidade objetiva trazido pela Constituição Federal, e reverberado numa malha legislativa interminável e inexpugnável, por incrível que possa parecer, talvez não se aplique aos 50 milhões de litros de lodo contaminado com metais pesados que se esparramaram. Ou talvez, os direitos de uns sejam mais direitos do que outros? O tempo … é senhor da verdade…