Mais do que um ato de covardia, um novo caso de agressão contra professor registrado essa semana em Santa Catarina mostra o retrato atual de um País sem comando e cada vez mais entregue a mercê de pessoas do mal.
Com muita polêmica e discussão, o caso traz a tona o quão a falta de respeito e educação estão cada vez mais presentes nos jovens brasileiros, futuros da Nação.

Basta uma cobrança, que vá contra a vontade do mimado, ou ainda que seja um pouco mais forte, para que a violência venha como um furacão e seja aplicada naquele que está à frente de uma sala de aula. Foi o que ocorreu com a educadora atacada por uma sequência de socos depois de ter expulsado o estudante da sala por mau comportamento.

De fato, os tempos mudaram. Em tempos passados, até meados de 1990, ai de quem ousasse levantar o tom de voz a um professor. Além da repreensão na própria escola, pelos diretores, auxiliares e até demais alunos, ainda levava uma bronca dos pais, senão ficasse de castigo.

Mas já que os tempos são outros que nos enquadremos nessa nova realidade.

Esse fato não se deve apenas a falta de respeito do aluno para com o professor. Todo contexto precisa ser levado em consideração e isso envolve diretamente nossos governantes e os próprios responsáveis que na verdade se lixam e oferecem uma liberdade a esses jovens quando na verdade necessitam de rédeas.

Nada justifica a agressão, independente de quem esteja certo ou errado. O diálogo deve ser sempre o melhor caminho em qualquer circunstância. Mas acima de tudo, respeito é a palavra de ordem, sempre. É preciso ter zelo por quem sai de casa com muito esforço e pouco reconhecimento, caso dos professores, para ensinar.

Discrepâncias à parte, todos têm o direito de discordar. Nesse caso se envolver a postura do educador, o caso deverá chegar ao conhecimento da direção, quem tem autonomia para achar a melhor solução que, com certeza, não será a agressão.

Também é importante lembrar que educação vem de casa, portanto pais precisam ser mais influentes e deixar a cargo da escola apenas o ato de ensinar e não educar.

Sem generalizar, mas como a falta de respeito tem prevalecido nas instituições de ensino, algo precisa ser feito o mais rápido possível. Caso contrário teremos muitos casos como esse ou até piores e com frequência cada vez maior.

Aos governantes a responsabilidade de penitenciar estes jovens infratores, quase sempre impunes depois que cometem alguma irregularidade.

O pesar se concentra em acompanhar o futuro da Nação que marcha para esse caminho, sem respeito, educação, zelo, mas abençoado pelas autoridades constituídas.