Os problemas enfrentados com a saúde pública não são exclusividade da cidade de Caieiras, já que diariamente é possível ver o descaso com a população em todo Brasil em noticiários de TV, rádio e imprensa escrita. Contudo, alguns casos relacionados à área ganham maior repercussão no município por ter um médico que foi vereador por oito anos e à frente da administração pública, como prefeito, há quase seis sem conseguir minimizar algumas situações básicas como falta de material básico, por exemplo, potencializando críticas, principalmente nas redes sociais, por ser da área e não apresentar um trabalho satisfatório depois de 14 anos.

O jornal Regional News foi um dos meios de comunicação escolhidos pela população para relatar os problemas relacionados à saúde pública da cidade. Foram várias matérias neste sentido apontando a má qualidade do atendimento, seja no hospital municipal, seja nos postos de saúde dos bairros, e a inércia do governo em resolver determinadas questões, como falta de profissionais, medicamento e até materiais básicos fundamentais para o desempenho das funções.

Atitude do prefeito Roberto Hamamoto foi criticada nas redes sociais

Atitude do prefeito Roberto Hamamoto foi criticada nas redes sociais

A situação está tão crítica que novamente o prefeito Roberto Hamamoto teve de assumir um dos consultórios do pronto-socorro municipal para atender a população. O registro foi feito por um cidadão que postou a imagem em rede social. Em meio aos comentários, a crítica prevaleceu por entenderem que ele deveria fazer o setor funcionar e não assumir o lugar de um profissional pago para fazer isso. “A atitude é louvável, mas imagina se faltar o motorista de ambulância e ele ter de assumir como fez com a ausência de um médico? Vai virar uma bagunça”, concluiu A.C.O., que estava no hospital no dia.

Não bastassem todos os problemas, a cidade ganhou repercussão negativa mais uma vez em telejornais, quando o SPTV da TV Globo exibiu na segunda-feira, 2, uma reportagem sobre a UBS Laranjeiras fechada para reforma há dois anos, mas abandonada pela prefeitura. A matéria confirmou a denúncia já feita pelo jornal Regional News que, atendendo ao apelo dos cidadãos, desde 2013 cobra do governo municipal uma solução para o caso. Na última publicação, em 2 de maio deste ano, depois de alertas feitos em matérias anteriores, trouxe na capa um homicídio ocorrido dentro do prédio em questão.

Os problemas com o setor também atingem os postos de saúde dos bairros que atendem os munícipes com agendamento. O RN percorreu pelas unidades do Nova Era, Vera Tereza, Miraval e Jardim dos Eucaliptos e, em todas, reclamações foram feitas por quem aguardava atendimento. É o caso de Liliane Vinci de Oliveira que demorou três meses para conseguir atendimento com oftalmologista na UBS Vera Tereza e no dia da consulta, na terça-feira, 3, foi informada que o aparelho estava quebrado. “Cheguei às 7 horas da manhã e o posto já estava lotado. Muitos idosos, mães com criança de colo e cadeirante estavam do lado de fora nesse frio por que as funcionárias não abriram a porta. Uma hora depois, em meio a mais desorganização ouvi falar que o aparelho utilizado pelo oftalmo estava quebrado e ao me informar confirmei a versão de um paciente. Eu e demais pessoas perdemos a viagem e fica tudo por isso mesmo. É um descaso”, relatou Liliane.

Jornal SPTV confirmou o descaso envolvendo a UBS de Laranjeiras

Jornal SPTV confirmou o descaso envolvendo a UBS de Laranjeiras

Na UBS do Jardim Nova Era a demora para passar com um clínico foi alvo de reclamação de uma idosa. A própria funcionária que trabalha na unidade confirmou a situação. “Dependendo do médico e da especialidade, só temos atendimento para daqui três meses”, falou a servidora.

Já no Jardim dos Eucaliptos, o posto de saúde funciona apenas das 7 às 13 horas. “Os pacientes devem escolher a hora para ficar doente”, ironizou Marcelo Alves dos Santos que estava no local. No Miraval, apesar de parecer mais tranquilo, o agendamento demorado também incomoda quem precisa de atendimento com algum especialista. Já no Pronto Socorro central, os reclamos vão para a constante falta de médicos que prejudica o atendimento dos pacientes. Por essas e outras, o prefeito, que também é médico, recebe cobranças e apesar de estar sem seu segundo mandato, ainda não conseguiu dar um rumo para o setor.

Para comentar sobre todos os problemas, a assessoria de imprensa a prefeitura de Caieiras foi procurada, mas não retornou com resposta até o fechamento da edição.