Senhores vi, nestes dias, uma matéria deliciosa do saudosíssimo Ariano Suassuna, tratando acerca dos últimos estadistas deste Brasil de meu Deus, quando comentava com suas expressões peculiares o governo de Getúlio e a promulgação dos direitos do trabalhador pelo Pai dos Pobres, confrontando seu autoritarismo com esse inegável aspecto de brasilidade, consensual entre todas as fontes de referência.

O amor pelo pais e a seriedade por sua tarefa, tenha ela as tintas exageradas em seriedade ou não, levaram o chefe do País, naquelas primeiras décadas do século 20, a reunir um emaranhado de direitos dos direitos dos trabalhadores da terra, garantindo o mínimo que em anos próximos animaria uma justiça tratada como injusta, inapropriada, não séria, seguindo pelo arco de excessos, no sempre perceptível e negado movimento confronto dos extremos sociais.

Ou seria fruto de nosso mais profundo devaneio imaginarmos a exploração de mão obra, em níveis dos sinhozinhos de outrora? Ou estaríamos sob o jugo de alucinações a percebermos famílias inteira trabalhando por comida, em cômodos tipicamente entulhados, em verdadeiras cenas de filmes de época?! Cresce Brasil, cresce que o teu sono mata seus filhos a cada dia.