Imprevisíveis, massacrantes, inesperados e trágicos. São vários os adjetivos que podemos citar para relatar o que ocorreu nos EUA e em Minas Gerais com ataques sem fundamento promovidos por pessoas conturbadas que vitimaram pessoas inocentes.

Difícil de falar, buscar explicação e até de escrever. Afinal, vidas foram ceifadas sem que os envolvidos tivessem chance de defesa. Mortos de forma covarde e cruel.

Na terra do ‘Tio Sam’, o idoso de 64 anos que atirou contra uma multidão que curtia um show de música country matando 59 pessoas, já tinha planejado abrir fogo contra fãs de pelo menos outros dois festivais. Mas segundo os familiares e amigos, ele não apresentava nenhum indício que poderia fazer o que fez.

Em uma cidade de Minas Gerais, dentro de uma escola de educação infantil, um vigia de 50 anos que ateou fogo ao próprio corpo e em dezenas de crianças, acabou ocasionando a morte de nove delas, de uma professora e inclusive a sua. Ele premeditou o ataque para ocorrer na data em que seu pai teria morrido, há três anos.

Há quem defenda e tente buscar elucidações, mas casos como esse mostram que há tempo perdeu-se a referência familiar, aquele cuidado que só o pai e a mãe podem ofertar. Os laços afetivos parecem ter se perdido e como eles, a falta de carinho, educação e proximidade, cada vez mais anulados talvez sejam a resposta dessas e de tantas outras atrocidades, perdas que jamais serão recuperadas ou encontradas.