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Nelson de Souza Lima

Não são poucos os que dizem que o rock nacional vive um momento complicado. Longe demais das rádios, TVs e com poucos espaços para mostrar a cara, o gênero perdeu há muito tempo a preferência no coração da juventude. Mas no melhor estilo Jason Voorhees, o assassino de “Sexta-feira 13”, o rock renasce mostrando sua força. O apogeu do rock nacional rolou, especialmente na década de 1980, com bandas surgindo de norte a sul.

Dois dos mais importantes jornalistas brasileiros passam o gênero a limpo em livros bastante elucidativos, evidenciando sua importância tanto no aspecto social, quanto comportamental. O jundiaiense Ricardo Alexandre nos brinda com “Dias de luta – o rock e o Brasil dos anos 80” e “Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar”. Por sua vez, o piracicabano André Forastieri presenteia o público com “O dia em que o rock morreu”. As três obras foram lançadas pela Arquipélago Editoral e são deleites literários.

Em “Dias de Luta”, lançado originariamente em 2002, Alexandre explica que “sua maior virtude foi olhar para o período com a memória de espectador comum, de quem assistia o Capital Inicial no Globo de Ouro ou o Ira! no Ginásio da Esportiva em Jundiaí”. O trabalho de pesquisa empreendido pelo jornalista consumiu seis anos.

“Pesquisei muito para conversar pessoalmente com os protagonistas de um período que acabou entrando para nossa história com o mesmo significado que os anos 1960 tiveram nos EUA e Europa”, diz. Já em “Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar”, o jornalista traz artigos sobre os anos 1990 e 2000. “Há muito tempo eu não tinha a experiência de produzir textos de maneira tão orgânica e passional, também é a primeira vez em que me coloco em primeira pessoa”, atesta. Enfim, Forastieri fala da importância do rock em sua vida, trabalho e como o fez entender o mundo. “Meu livro seria sobre sua decadência física e espiritual, sua transformação em um palhaço banguela e brocha”, alega de maneira enfática.