A natureza tem suas sutilezas, muitas vezes invisíveis aos pobres de espírito, principalmente àqueles que nada tem além do ouro. O Estados Unidos da América têm sofrido com enchentes, proporcionadas pela tempestade tropical “Harvey”, estados como Texas, os quais figuram em nossas memórias já mais distantes como palco empoeirado dos faroestes, os exagerados e tão saudosos “bangue-bangue” à italiana. Exatamente o país cujo dirigente maior, provavelmente o homem mais poderoso do planeta, fez questão de fazer-se excluir das convenções ambientais afeitas diretamente ao aquecimento global, para o qual exatamente a mesma nação contribuiu, com os mercados automobilísticos da segunda metade do século XX, e o próprio mercado bélico, fazendo o mundo todo tremer sob as sandices de garotos mimados e inconsequentes.

O fenômeno meteorológico, a tempestade tropical, é tipicamente decorrente dos fenômenos de aquecimento global. Os mecanismos de inversão térmica, também, diretamente relacionados ao aquecimento do globo, também sua parcela de contribuição com o incidente lamentável sofrido pelos países. Nada consola o sofrimento de um ente querido, mas a ironia do fato faz pensarmos. Até quando continuaremos destruindo nossa casa? Quantas vidas mais precisaremos sacrificar para entendermos que o destino de um é compartilhado por todos, e ao continuarmos as agressões e a indiferença com o planeta acabaremos por tê-lo como nosso esquife coletivo?!