Fundos de Mariana. Tem gente que nem mais se recorda de onde é a cidadezinha histórica. Mas o fato é que existe resíduo tóxico em muitos lugares. Talvez, ecossistemas inteiros tenham desaparecido sem que sequer fossem conhecidos pelo homem. Vidas humanas se perderam e, principalmente, de forma evitável.

Dezenove pessoas ao que se contabilizam. Surgem pretensões defensivas da presidência da companhia Mineradora Samarco no sentido de que o processo seja anulado de início em face de eventual uso de provas ilícitas – “envenenadas” conforme doutrina mais conhecida em nosso País. Falando bem a verdade, talvez a saída seja legalidade estrita. A lei para todos. Alguém até me convenceu disso em algum momento de minha vida. Vamos anular a prova em face de prova ilícita? Vamos, sem problema. Mas ao menos, como está na mesma lei, e até antes dela, como princípio básico de direito humano, vamos considerar a responsabilidade da mineradora objetiva pelo dano causado, ou seja, basta provar o dano sofrido e ter reconhecido o direito à indenização, tanto mais justa quanto mais veloz. É constitucional. “Tá no caderninho”, como diz certo senhor.

Lei? Lei! Para mim, e para você. Negro, branco, amarelo. Rico, rico ou pobre. Homem ou mulher. Criança, adolescente, adultos ou idosos. Por decência. Por pudor. Vergonha na cara. Honra. Sendo necessário, a gente desenha.