Num momento de tanta violência e num mundo tão conturbado, a história de que o bem sempre vence o mal ainda nos dá esperança de que dias melhores virão. Só assim para continuar acreditando e esperando na possibilidade de bonança e um pouco mais de paz em meio às ameaças de bombas entre países e, mais perto de nós, a guerra de facções em busca de poder do tráfico que vitima o cidadão de bem.

Insuficiente, o clima de terror alcança o mundo há pelo menos duas semanas, quando o murmúrio e apreensão sinalizam para um início de conflito entre EUA e Coreia do Norte, atualmente presididas por dois malucos que não pensam nas consequências que esse embate pode causar.

São ameaças constantes de ambos os lados e o recuo de uma das nações para evitar uma guerra que parece estar longe do fim.

A troca de farpas entre os dois países que vem ocorrendo há algum tempo ganhou força diante da Assembleia Geral da ONU. A ignorância de ambas as partes prevaleceu no palanque de uma instituição que deveria garantir a paz e a segurança no mundo.

Enquanto isso, no Brasil, a guerra entre traficantes nas favelas do Rio de Janeiro continua amedrontando pessoas, mesmo depois da cooperação do exército que, embora fortemente armado, não parece colocar medo ou impor respeito.

Que a tolerância se tornou uma virtude de poucos é fato. Contudo, não se pode viver em meio a tanta violência tão próxima do homem como nunca se viu antes.

A guerra parece ser de todos, mas nem todos estão preparados emocionalmente e psicologicamente para encará-la. Nem mesmo buscar refúgio em cidades do interior tem sido satisfatório, já que a bandidagem se espalhou de maneira difícil de controlar. Se irreversível ou não, o medo está instalado.

A situação só piora e se acentua quando, além de viver uma guerra interna, vemos dois chefes de nações buscando o embate ao invés da paz em pleno evento diplomático. Se os líderes querem o confronto pelo prazer de mostrar seu poder fica difícil interpretar os apelos em favor da vida, em clima de paz e não de guerra. Ainda mais nesse mundo de injustiças em que vivemos atualmente.

Hoje, por onde quer que se vá, é possível ver violência. Umas com mais evidência, como nos casos do Rio e São Paulo, outras com menos, embora estarrecedoras como a que ocorreu com a turista britânica que foi assaltada, morta de forma brutal e teve seu corpo jogado em um rio no Amazonas por um grupo de infratores que costumava praticar delitos naquela região. Em maior ou menor escala, seja em fatos isolados ou constantes, em quaisquer situações, a violência é inaceitável.

Se o cenário é esse, resta se precaver e, mesmo contrariado, aceitar que o mundo de hoje não é mais o mesmo.