Em cena, o cantor e compositor Flavio Tris executa as canções enquanto o mágico Ricardo Malerbi interpreta os números (Foto: Cisco Vasques)

Em cena, o cantor e compositor Flavio Tris executa as canções enquanto o mágico Ricardo Malerbi interpreta os números (Foto: Cisco Vasques)

É um show de música ou de mágica? Neste caso, dos dois! Num Passe de Música, do Grupo Fundo Falso, traz números de mágica e ilusionismo acompanhados por canções especialmente compostas para cada um deles. “Rosas” saem de todos os cantos do palco ao som de Falsas Flores e copos de leite desaparecem, reaparecem e se multiplicam no palco em Mamíferos. Com estreia marcada para 30 de setembro, sábado, às 17h30, no Teatro Alfa, o espetáculo marca os onze anos da parceria do grupo com o local, em que já se apresentaram com outros cinco espetáculos desde 2007.

Em cena, o cantor e compositor Flavio Tris executa as canções enquanto o mágico Ricardo Malerbi interpreta os números, unindo as duas artes e ultrapassando a relação comum entre encenação e trilha sonora. “Chamamos as cenas de número-canção, justamente porque não há uma hierarquia entre uma coisa e outra. Música e mágica estão juntas o tempo inteiro e nós compusemos as cenas com as duas linguagens”, diz Ricardo.

Num Passe de Música tem dez números-canções e foi pensado para os públicos de todas as idades. Enquanto as crianças menores desfrutam das surpresas de conhecer diversos passes de mágica, as crianças maiores e os adultos têm oportunidade de entenderem os símbolos e conexões entre a letra das canções e os efeitos de mágica encenados.

O cenário traz a ideia que o público está visitando a casa de um dos dois artistas. Há estantes, banquetas, tapetes e móveis de madeira – todos transbordando elegância e guardando segredos que o público acessa durante o espetáculo.

Em uma espécie de estação musical estão localizados o violão e o harmônio (instrumento musical de teclas semelhante ao órgão, mas sem seus tubos) que são tocados por Flavio Tris.

A música ora ilustra, ora provoca, enquanto a mágica ora comenta, ora questiona. “A ideia é que o público saia sem saber definir se assistiu uma obra de música ou de mágica”, diz Ricardo. O mágico ressalta a parceria de longa data com Flavio. “Nos conhecemos há dezoito anos e já faz dezessete do nosso primeiro trabalho juntos”, relembra. Num Passe de Música, entretanto, é o primeiro trabalho da dupla que busca por uma verdadeira fusão entre as duas linguagens.