Rede particular de hospitais sob administração do grupo Amil deixa clientes aborrecidos. Em Caieiras, hospital de Clínicas cai no conceito de conveniados (Regional News)

Rede particular de hospitais sob administração do grupo Amil deixa clientes aborrecidos. Em Caieiras, hospital de Clínicas cai no conceito de conveniados (Regional News)

As reclamações contra o Hospital de Clínicas de Caieiras, do Grupo Amil, publicadas na edição nº 1367 do jornal Regional News em 28 de julho, promoveram uma repercussão sobre o assunto que novas críticas sobre atendimento e demais serviços prestados pela instituição foram encaminhadas à redação.

As mais recentes reclamações publicadas trataram do sumiço de receita médica, demora para aplicação de medicamento, falta de limpeza em quartos e paciente liberado sem diagnóstico. Os protestos também atingem outra unidade do Grupo Amil, o Hospital Metropolitano da Lapa, em São Paulo.

Atendendo ao pedido da entrevistada, que enfrentou questões adversas no Hospital de Clínicas de Caieiras, seu nome não será revelado. Mas o fato se deu em 15 de maio quando ela, gestante, esteve na clínica depois de perceber que não sentia mais sinais de seu bebê. “Chegamos ao hospital às 6 horas da manhã e depois de passar por um ginecologista foi confirmada a morte da criança. A médica indicou uma internação para fazer curetagem e foi aí que meu transtorno teve início”, disse a paciente.

Segundo ela, já passava do meio dia quando sua mãe foi reclamar com a enfermeira sobre a demora para dar início ao procedimento. “Depois de esperar por mais de seis horas foram colocar o acesso em mim. Até que encontrassem a minha veia, foram mais de sete picadas. Sem contar que não me internaram, pois estavam à espera de troca de plantão. Um absurdo”, relatou, lembrando que passava das 15 horas e a internação não tinha sido feita ainda, o que ocorreu após sua mãe avisar que iria chamar a polícia. “O procedimento só teve início depois das 18 horas com a troca de plantão. Não volto lá tão cedo”.

A mãe da paciente também foi ouvida pela reportagem e não poupou críticas ao hospital. “Minha filha ficou naqueles quartinhos para medicação, apenas com aquelas cortininhas. Vi grávidas, que tinham acabado de dar à luz irem para estes quartinhos com seus bebês. Depois ouvi enfermeiras comentando que estava faltando acomodações, pois cinco quartos tinham sido alagados por conta da chuva que caía naquele dia. Foi um dos piores momentos que já presenciei”, descreveu.

Hospital Metropolitano
Um outro fato foi registrado em 17 de julho, no Hospital Metropolitano, também do Grupo Amil, que fica na Lapa, em São Paulo. Quem enfrentou problemas foi Jéssica Ramos Ferrari. Ele buscou atendimento na unidade por estar gestante, com náuseas e fortes dores nos rins.

Segundo ela, após realizar um exame foi indicada uma medicação. Porém, um dos remédios lhe deu reação alérgica e a enfermeira demorou mais de dez minutos para socorrê-la. “Ela cessou a medicação e disse que chamaria o médico que também apareceu apenas depois de dez minutos. Ele confirmou a reação alérgica e indiciou a aplicação de uma injeção que só foi dada 30 minutos depois. Um tratamento muito demorado por se tratar de uma grávida”, apontou.

Reclamações contra o Hospital Metropolitano consistem na falha de segurança e falta de cuidado com o paciente (Reprodução)

Reclamações contra o Hospital Metropolitano consistem na falha de segurança e falta de cuidado com o paciente (Reprodução)

Jéssica que continuava com dor no rim ficou até às 16 horas sem comer nada e que lhe fosse solicitado exames para apurar o que estava ocorrendo. “Só fizeram a ultrassom depois que outro médico viu que não tinha sido pedido o procedimento. Mesmo assim tive de ir até a sala de exame sem o auxílio de um enfermeiro e, quando cheguei lá, tive de enfrentar um cheiro insuportável de urina. Por fim, passei o dia no hospital para tomar um buscopan e ouvir da médica que era para beber água. Triste”, relatou a paciente.

A falta de segurança também foi citada por Jéssica, uma vez que sua mãe e outros parentes conseguiram acessar o andar de obstetrícia sem se cadastrar. “Minha mãe subiu, circulou pela ala e pelo berçário sem qualquer preocupação. Entendo que isso é perigoso e coloca em risco a segurança dos pacientes”, finalizou.

A assessoria de imprensa da Amil foi procurada e informou que não constam registros de manifestação desses pacientes nos canais de atendimento dos dois hospitais citados. As instituições estão em contato com os referidos pacientes para os devidos esclarecimentos.