População deve procurar as Unidades Básicas de Saúde de sua cidade para  tomar a vacina (AIPMC)

População deve procurar as Unidades Básicas de Saúde de sua cidade para tomar a vacina (AIPMC)

Basta falar em febre amarela para que as pessoas fiquem assustadas. Mas ao que tudo indica, não há motivos para pânico e as ações são apenas preventivas até o momento.

Seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Estado da Saúde, as prefeituras deram início à campanha de vacinação que ganhou repercussão na região após um macaco do tipo Bugio ter sido encontrado morto no Parque do Horto, e os exames laboratoriais das amostras do primata terem confirmado a presença do vírus da doença. O caso foi registrado em 21 de outubro.

A situação ficou ainda mais aflita após a confirmação para febre amarela em um sagui encontrado morto no Parque Anhanguera fazendo com as ações nesta região foram ampliadas para outros distritos, como Perus e Jaraguá, concomitantemente às do entorno dos parques do Horto Florestal e Parque Estadual da Cantareira.

Em Caieiras, na tarde de terça-feira, 31, um macaco foi encontrado morto em uma mata entre os bairros Laranjeiras e Morro Grande, mas ainda não há confirmação da infecção pelo vírus no animal.

A divulgação das mortes desses animais fizeram moradores de municípios vizinhos saírem rapidamente em busca da vacina. Mas o alvoroço não demanda tanta urgência uma vez que é importante saber que estes macacos morreram com a febre amarela silvestre e que não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Até o momento, só os macacos morreram e eles não transmitem a doença.

Como os mosquitos transmissores são diferentes, o risco para a população está no caso de uma pessoa ser picada e contaminada pelos mosquitos transmissores da febre amarela silvestre ir para a cidade e o Aedes, encontrado em tudo quanto é canto, picar essa pessoa. Com o mosquito da dengue voando por aí, o risco de contaminação urbana fica susceptível.

Como os mosquitos Haemagogus e o Sabethes só são capazes de voar por 500 metros, a chance deles saírem dos parques é mínima. Assim, só quem mora perto da zona Norte de São Paulo, é que obrigatoriamente deve receber a vacina.

Macaco foi encontrado em mata entre o Morro Grande e Laranjeiras (Arquivo Pessoal)

Macaco foi encontrado em mata entre o Morro Grande e Laranjeiras (Arquivo Pessoal)

Região
O Regional News pediu informações a quatro prefeituras da região sobre o andamento da campanha e se algum caso tinha sido confirmado.

A administração caieirense informou que desde agosto intensificou a imunização em todos os bairros, casa a casa, pontos específicos e nos postos de saúde. Confirmou que até o momento não existe nenhuma suspeita de caso registrado de febre amarela na cidade e que até 31/10, 63% da população havia sido vacinada.

A prefeitura de Franco da Rocha esclareceu que houve a suspeita de contaminação em três macacos, sendo que uma delas já foi descartada e as demais estão em análise, mas que até o momento não há registro de nenhum caso da doença no município. Confirmou ainda que cerca de 75 mil pessoas já foram vacinadas e a meta é atingir toda a população da cidade.

O governo moratense informou a vacinação foi iniciada em agosto quando foi imunizada toda a região do cinturão de mata da cidade. Lembrou que que não há nenhum caso de ocorrência positiva de febre amarela na cidade, nem em humanos, nem em macacos. Explicou que até sexta-feira, 27, aproximadamente 40 mil pessoas foram imunizadas e que objetiva vacinar toda a população.

A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que a campanha de vacinação contra a febre amarela na zona Norte do município já vacinou 404.947 pessoas. Entre 11 de setembro e 23 de outubro, foram vacinadas outras 35.569 no distrito Anhanguera.

A ação segue nas 37 Unidades Básicas de Saúde da região, incluindo Perus, em horário de atendimento ampliado, das 7 às 19 horas.

As demais prefeitura informaram os locais e horários são atualizados diariamente na página de cada uma delas na internet.

Serviço
A vacina contra a febre amarela não está indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

As pessoas que se enquadram nessas situações ou que tomaram a vacina há menos de 10 dias e que precisam circular em área próxima de matas com risco para febre amarela podem tomar algumas medidas de segurança, como o uso de repelentes. A eficácia do produto está diretamente ligada ao uso de acordo com as instruções do rótulo.

Para os moradores da região que não podem usar repelentes, a recomendação é utilizar roupas de mangas longas e calças compridas. No caso de bebês, também é aconselhado o uso de mosqueteiros em berços e carrinhos. Pode-se utilizar telas em janelas e portas.