Debates que antecederam a votação começaram às 8h55 de sexta-feira (15) e seguiram em sessão ininterrupta até as 3h42 deste domingo, 17

Debates que antecederam a votação começaram às 8h55 de sexta-feira, 15, e seguiram em sessão ininterrupta até as 3h42 deste domingo, 17 (Reprodução)

Em uma sessão conturbada e com várias manifestações realizada no domingo, 17, a Câmara autorizou o Senado a abrir um processo de julgamento da presidente Dilma Rousseff pelos supostos crimes de responsabilidade, tipo de infração política que pode levar ao impeachment. Foram 367 votos a favor, 137 contra, sete abstenções e duas ausências.

Com essa definição, a presidente só será afastada do cargo se o Senado também decidir pela continuação do processo. É preciso o voto de 41 dos 81 senadores. Seria, então, formada uma comissão de senadores para analisar o caso, num processo que poderá levar até 180 dias.

Na história política brasileira, é a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da República é analisado pela Câmara dos Deputados. A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados.