Conceitos são complexos. Sim, definições são exatas. Conceitos observam grande padrão de subjetividade ou sejam podem variar conforme o pensamento de quem os formula. Assim quando se pensa em corrupção, por exemplo, pode-se caminhar por diversos caminhos, de estreitas picadas a caudalosas avenidas, pelos quais trafegam os mais diversas peculiaridades. Corrupção política, econômica, institucional, vocacional, intima, social, administrativa, enfim, além de vários elementos, a corrupção pode englobar todo tipo de atividade humana. Agora certamente deve haver alguém imaginando o político corrupto.

Talvez um administrador, quem sabe um contador, um analista, um advogado, um funcionário público. Mas certamente muito poucos ou quase ninguém deve ter pensado em um teólogo, um médico. Um filósofo!? Um filósofo corrupto, já imaginaram? Esse é o problema. Vamos pensar qual leitura devemos fazer acerca do que vimos no último final de semana, quando o exame nacional de ensino médio, o Enem viu-se novamente às voltas com mecanismos de fraude em suas provas, com mecanismos eletrônicos de micropontos a candidatos que se disporiam a pagar até noventa mil reais pensando em uma faculdade pública de medicina. Ou seria engenharia? Direito? Escondido pode, é isso? Bom, de qualquer forma, a Polícia Federal também não pode viver exclusivamente das “Lava a jatos” da vida.