É possível notar que existem esforços por parte da União em tentar recuperar não só a economia, mas também a visibilidade do País. Mas enquanto houver controvérsias no sistema e a corrupção continuar ativa, qualquer que sejam os empenhos serão em vão.

Para que tudo volte perto do normal, afinal normal nunca foi, é preciso varrer pessoas que jogam contra e apenas pensam em si próprios. Difícil, mas não impossível, apesar de, no caso dessa opção vingar, anos demorarem a surtir os efeitos aceitáveis.

São vários os exemplos das contradições dentro do governo. Um dos mais nítidos são as obras abandonadas. Outro remete aos repasses ao Estado e municípios. O dinheiro existe, está disponível, mas some até chegar a sua origem.
Essa ação gera uma queda atrás da outra uma vez que sem o recurso previsto, a obra que foi iniciada tem de parar e, abandonada, gera mais desperdício, mais gastos e o consumidor final, o povo, é quem sofre e paga a pato pelo erro de seus escolhidos.

Parece simples de se resolver. Basta fiscalizar. Porém, como fazer isso se quem deveria vigiar também se deixa envolver pelas facilidades de embolsar o dinheiro público, fonte de poder e ganância que vai estacionando e sumindo bem antes de seu destino.

Esse desvio gera muitos prejuízos e acaba complicando o que já é difícil de administrar. Com isso, servidores ficam sem receber salários e a população que paga seus impostos não vê, muito menos usufrui de quaisquer benefícios ou retorno. Nesta semana, acompanhou-se uma questão imexível. Pessoas que necessitam do mais básico dos medicamentos, que deveriam ser fornecidos pelo setor público, não conseguem obtê-los e são obrigados a entrar com uma ação na Justiça para consegui-lo. Mesmo assim, muitas vezes, recebem como resposta, que o município e o Estado, não podem fazer nada por estarem falidos e portanto, sem ter como bancar o que foi determinado por ordem suprema judicial. Uma falta de respeito, um absurdo.

Sem o cumprimento da determinação de um juiz por parte do poder público, o exemplo recai à população que não tem alternativas, muito menos respostas.

Pior que tudo é observar o comportamento desses representantes eleitos que, mesmo sem argumentos, insistem em apontar o dedo para seus pares sem medo de culpar os outros por seus próprios erros sufocando cada vez mais a esperança dessa população que sofre, mas não aprende que tem de lembrar tudo o que engole para poder ofertar a punição na hora do voto.

O jeito é se apegar a fé e torcer para aqueles, embora poucos, que ainda buscam um Brasil melhor com ideias valentes, ousadas e dignas.