O apelo dos moradores dos bairros foram atendidos pelo prefeito da cidade que mandou caminhões-pipa para socorrer a comunidade, já em desespero (Cleber Barbosa)

O apelo dos moradores dos bairros foram atendidos pelo prefeito da cidade que mandou caminhões-pipa para socorrer a comunidade, já em desespero (Cleber Barbosa)

Desesperados, moradores se apressavam em conseguir água enquanto obras de manutenção eram realizadas (Cleber Barbosa)

Desesperados, moradores se apressavam em conseguir água enquanto obras de manutenção eram realizadas (Cleber Barbosa)

O carnaval dos moradores do Jardim Esperança e Nova Era, em Caieiras, não foi de folia devido à falta de água que atingiu os dois bairros por mais de quatro dias. Informações dão conta de que o fato foi percebido com certeza no domingo, 26, quando os cidadãos começaram a entrar em desespero.

Sem conseguir informações satisfatórias da Sabesp sobre os motivos da interrupção no abastecimento, a preocupação tomou conta dos moradores. Pegos de surpresa, eles tiveram de se virar para continuar a rotina enfrentando o calor e alguns sem uma gota de água em casa. Desde que constataram o problema passaram a ligar para a Sabesp relatando a questão, mas uma intervenção só ocorreu na quarta-feira, 1º.

De acordo com Ismael Oliveira, a situação é crítica e de sofrimento. “Não dá para ficar sem água em dias como esse de muito calor. Foi difícil aguentar quatro dias sem água nem para beber em casa”, falou.

Teve casos mais complicados, como o de uma família que teve de se virar para manter o tratamento de idosos portadores de câncer. “Meus vizinhos realizam quimioterapia e sofreram para dar continuidade ao procedimento. Eles sentiram muito com o corte no abastecimento”, falou Andressa Alves.

Segundo Rodolfo Rocha, o fato da interrupção ter ocorrido sem que os moradores percebessem não permitiu manter a caixa d’água abastecida. “Fomos pegos de surpresa. Não teve nem como garantir uma reserva. A caixa secou e foi muito complicado ficar esses dias sem água”, disse.

Para minimizar a questão, o prefeito de Caieiras, Gerson Romero, na manhã de quarta-feira, 1º, destinou vários caminhões pipa para auxiliar os moradores que padeciam com o calor e sem água.

A chegada dos veículos foi acompanhada da Guarda Civil Municipal e, embora tenha ocorrido uma aglomeração de pessoas em busca de garantir um galão de água, nenhum tumulto foi registrado.

A Sabesp, que por volta das 12 horas deu início a um serviço na entrada do bairro em busca de descobrir o que havia provocado a interrupção do abastecimento de água, foi procurada para oficialmente se manifestar.

Em nota esclareceu que a falta de água nos bairros Jardim Esperança e Jardim Nova Era, em Caieiras, está relacionada à uma falha em uma válvula da rede de água. O reparo foi realizado no dia 1º e o abastecimento normalizado até o início da noite. A companhia disponibilizou quatro caminhões-pipa para atender a região durante este período.

Manutenção

Há tempos se observa movimentação de equipamentos e obras da Sabesp pela cidade para manutenção da rede, assim como tem sido comum notar vazamentos de água em ruas do município por dias consecutivos. Assim ocorreu na semana passada no bairro do Serpa e há alguns dias no Jardim São Francisco, no cruzamento entre as ruas São Paulo e São Vicente. O desperdício notório aborreceu moradores que, apesar de reclamarem, não viam suas manifestações e avisos atendidos pela companhia. Ao contrário, demorando dias para estancar o vazamento e resolver o problema. “Já liguei para eles há dois dias e até agora nada”, disse uma moradora do Jardim São Francisco.

Para esses casos, a Sabesp informou que atua de forma efetiva no reparo de vazamentos dentro dos prazos estabelecidos.

Estatisticamente podem ocorrer maior incidência de vazamentos em dias aleatórios. Esclareceu ainda que esses vazamentos não tem relação com as obras de implantação da estação de tratamento de esgotos.

Desesperados, moradores se apressavam em conseguir água enquanto obras de manutenção eram realizadas (Cleber Barbosa)

Desesperados, moradores se apressavam em conseguir água enquanto obras de manutenção eram realizadas (Cleber Barbosa)