Muitos conveniados da Amil estão reclamando que não foram comunicados a respeito das consultas terem de ser feitas por meio digital. Ao menos oito entrevistados em uma única clínica particular de Caieiras mostraram revolta em razão da medida adotada por parte da empresa e também por não quererem o sistema, devido muitos não terem acesso aos meios digitais exigidos.

Em um dos casos, durante uma consulta previamente marcada, houve a imposição de um cadastramento imediato para que uma senha via celular fosse liberada. Como o cidadão não possuía um celular, acabou ficando sem o atendimento. “Simplesmente foi imposta essa mudança e não fiquei sabendo”, disse o rapaz.

De acordo com os entrevistados, ninguém foi informado das mudanças, o que fere a lei do consumidor. “Nos sentimos lesados sem dúvida”, declarou outro conveniado.

As mudanças feitas pela Amil sugerem de forma elegante uma forma de privilegiar ou induzir os conveniados a buscarem atendimento na unidade pertencente à rede própria já que nesse caso não é necessária qualquer autorização.

Em busca de esclarecimentos, a assessoria de imprensa da Amil foi procurada e informou que sem os nomes dos pacientes e da clínica referida, não tem como prestar esclarecimentos.

“Dita o artigo 5º, XIV, da Constituição Federal: A Constituição assegura o sigilo da fonte. Assim nem a lei, nem a Administração, nem os particulares podem compelir um jornalista a denunciar a pessoa ou o órgão de quem obteve a informação.”